Os animais mortos pelo homem estão na lista de extinção
A caça de onça é uma prática ilegal, entretanto, muitos fazendeiros da região pantaneira pagam para exterminar os animais. Isso acontece porque o felino mata a boiada e outros animais da fazenda e causa prejuízos ao proprietário.
Em Porto Murtinho, distante a 454 quilômetros de Campo Grande, um suspeito de caçar onças na região foi preso pela polícia ambiental. Segundo a polícia, o homem foi contratado por produtores rurais e recebia R$ 1 mil por serviço. Foram apreendidas peles de três onças-pintadas, uma onça parda e uma jaguatirica.
Segundo a PMA, só foi possível chegar ao suspeito com as diversas denúncias. Ele é um homem de 39 anos, mora em Bodoquena, a 260 quilômetros de Campo Grande e foi abordado enquanto conduzia um trator em estrada vicinal. Uma das peles de onça pintada media aproximadamente 2,18 metros, abatida há pouco mais de dois dias.
O suspeito informou ainda que havia caçado outros quatro animais e indicou onde havia escondido as peles, em um canavial. O material foi encontrado e confiscado, além da cabeça de um felino. O suspeito explicou que matava os animais em sistema conhecido como jirau, em que fica à espera do felino, no alto das árvores e o atraía com uma isca.
“O desmatamento e a caça contribuem grandemente para a diminuição da população desses animais, levando além da extinção, a um desequilíbrio ecológico no meio ambiente”, justifica a médica veterinária, tutora do
Portal Educação, Danielle Pereira.
A polícia levou o suspeito, entretanto o mesmo foi liberado após os esclarecimentos e multado em R$ 50 mil pelo crime ambiental de abate de animais. A pena prevista é de seis meses a um ano e meio de detenção, já que os animais constam da lista de espécies em extinção. Caso confirme a prática de caça profissional, a pena é triplicada, chegando a quatro anos e cinco meses de detenção.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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