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Descoberta mostra que vermífugo tem efeito colateral que combate a malária

Pesquisadores já desconfiavam da ação, mas nunca tiveram nenhuma evidência sobre o caso


19 de julho de 2011


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Os mosquitos transmissores da malária morrem quando picam pessoas que ingeriram Ivermectina

Os mosquitos transmissores da malária morrem quando picam pessoas que ingeriram Ivermectina

Cientistas do Senegal, na África Ocidental, e da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, descobriram que uma pílula vermífuga de baixo custo que fora utilizada por 25 anos no continente africano contra a cegueira dos rios recentemente mostrou que também tem um grande poder no combate à malária.

A suspeita dos pesquisadores foi longa, porém nunca houve nenhuma evidência sobre o efeito. A descoberta mostra que os mosquitos transmissores da malária morrem quando picam pessoas que ingeriram há pouco tempo o medicamento (a Ivermectina ou Mectizan).

“A Ivermectina, apesar de eficaz, é o menos seguro dentre os antiparasitários, com efeitos adversos, atingindo o sistema nervoso e com riscos para crianças e gestantes. Por isso, apesar de matar os mosquitos, a utilização requer muito cuidado”, alerta o farmacêutico e tutor do Portal Educação, Ronaldo de Jesus.

É importante destacar que o efeito de matar os insetos aparentemente enfraquece dentro de um mês, ou seja, é necessário que a dose seja reforçada uma vez por mês. Sem contar que, em casos bem raros, a droga considerada segura pode ser letal.

Vale destacar que, hoje, milhões de doses são distribuídos gratuitamente visando o combate da oncocercose, ou cegueira dos rios, que é causada por pequenos vermes que migram para os olhos.

Fonte: Assessoria de Comunicação


TAGS: mosquitos, malária, Ivermectina, descoberta

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