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Proliferação de dengue ameaça cachorros no Rio


8 de abril de 2008


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Solidário como sempre, o melhor amigo do homem também está ameaçado pela proliferação de Aedes aegypti. Além de transmitir aos humanos os vírus da dengue, o mosquito é capaz de infectar os cachorros e também gatos  com a dirofilaria, parasita que se aloja no coração e pode causar a morte. Não há uma epidemia de dirofilariose no Estado do Rio, mas é bom lembrar que o longo tempo que a enfermidade leva para se manifestar  entre oito e 12 meses pode trazer dissabores futuros aos que possuem animais de estimação.

"Essa possibilidade aumentou muito em áreas como Jacarepaguá, mas os principais focos de dirofilariose estão historicamente na Região dos Lagos", explica a veterinária Cintia dos Santos, da Secretaria de Promoção e Defesa dos Animais, da prefeitura do Rio.

Transmitida também pelo Cúlex quinquefasciatus, aquele chato que não deixa ninguém dormir, a dirofilariose pode ser previnida com medicamentos à base de ivermectina, o terror dos parasitas. O problema é que cada dose mensal custa em torno de R$ 20, o que coloca os vira-latas de rua, que geralmente não têm dono, num grupo de altíssimo risco.

"Esses cachorros morrem por aí e geralmente se pensa que foram atropelados ou envenenados", constata Cintia.

Veterinária com clínica em Iguaba (a 123 quilômetros do Rio), Luciana Nasser Perazo nota um aumento dos casos da doença.

"Há dois anos, voltou a aparecer. Atendo a cinco casos, em média, por semana", afirma. "A cura é difícil em estágio avançado, até porque exige repouso, que não é fácil em se tratando de cães."

Sintomas
Quando ataca o animal, a dirofilária, também chamada de verme do coração, o deixa sem forças, tossindo e apático. Como o diagnóstico definitivo depende de um exame laboratorial que custa cerca de R$ 90, muitos donos de cães e gatos sequer ficam sabendo qual foi a causa da morte.

Sem efeito em humanos, que podem acusar no máximo alguns nódulos pulmonares sem maiores conseqüências, a dirofilária quase matou o cachorro de uma moradora da Glória (zona sul) que preferiu não se identificar.

"Ele foi ficando paradão, pelos cantos. Graças a Deus, descobri e iniciei o tratamento a tempo. Espero que ele se recupere, mas é uma doença terrível."

Fonte: JB ONLINE


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