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Raiva Canina


28 de outubro de 2010


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A Raiva canina é uma das principais Zoonoses conhecidas. É uma doença viral infecciosa aguda que acomete mamíferos (inclusive o homem) e se propaga através dos nervos periféricos até atingir o Sistema Nervoso Central e glândulas salivares, onde o vírus RNA, pertencente à família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus (agente etiológico), se multiplica.

O Lyssavirus é envelopado e, portanto, sensível a solventes lipídicos como o éter, o clorofórmio e detergentes, portanto, possui baixa resistência fora do hospedeiro.

A Raiva ainda é considerada um sério problema de saúde pública, por apresentar um prognóstico fatal em quase 100% dos casos.De acordo com a OPS/OMS (2007) o principal reservatório e transmissor da raiva para humanos é o cão, devido a proximidade entre as duas espécies. Dessa forma, o controle da raiva humana se faz através do controle da raiva canina e felina, principalmente por meio de vacinação e controle populacional de cães e gatos.

TRANSMISSÃO
A forma mais comumde transmissão da Raiva é através do contato com a saliva do animal raivoso, através de mordeduras e arranhaduras.O vírus da raiva pode infectar todos os mamíferos, provocando a morte em quase todos os casos.

Segundo ITO (2003) o vírus da raiva pode ser detectado na saliva de cães e gatos entre dois a quatro dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, persistindo durante toda a evolução da doença, ocorrendo morte do animal entre cinco e sete dias após a apresentação dos sinais clínicos.No entanto, o período de incubação depende da localização da agressão (quanto mais próximo ao sistema nervoso, menor o período de incubação) e da quantidade de vírus inoculado.

No homem, o período de incubação, varia de 2 a 10 semanas, em média 45 dias.

SINAIS CLÍNICOS

NO HOMEM: os sintomas são inespecíficos caracterizados por cefaléia, febre baixa, mal-estar, anorexia, náusea e dor de garganta. Além disso, na maioria dos casos há alteração de sensibilidade no local da mordida.
Em seguida, ocorre o comprometimento do sistema nervoso central, caracterizados inicialmente por ansiedade, inquietude, desorientação, alucinações, comportamento bizarro e até convulsões.

NO CÃO: a sintomatologia clínica pode ser apresentada de três formas: Raiva furiosa, Raiva paralítica e Raiva silenciosa.
A raiva furiosa é caracterizada por inquietação, agressividade do animal, podendo atacar outros animais, o homem ou qualquer coisa que se movimente, anorexia, dificuldade de deglutir, coma e morte.
Na forma paralítica, ao contrário da furiosa, o cão tende a se isolar e se esconder em locais escuros. Apresenta paralisia de patas traseiras, que progride e o leva à morte. A duração da doença é de 3 a 7 dias.
Raiva silenciosa: nesta forma ocorrem sinais indefinidos da doença, o animal se isola e vem a óbito sem diagnóstico clínico.

TRATAMENTO

Uma vez instalada a doença não há tratamento específico, e a letalidade é de 100%.


TRATAMENTO PROFILÁTICO

A profilaxia consiste na aplicação de uma série de doses de vacina anti-rábica por via intramuscular, durante o período de incubação da moléstia. A administração de soro anti-rábico está indicada nos casos com forte suspeita de contaminação com o vírus rábico. Esses tratamentos devem ser feitos de acordo com a orientação médica.

Em qualquer caso de agressão sem motivo por parte de um animal clinicamente saudável deve-se observar esse animal no dia da agressão e no 5º e 10º dia após a agressão. Se até o 10º o animal não apresentar qualquer manifestação da doença deve-se interromper a vacinação da(s) pessoa(s) agredida(s) (BLAHA, 1995). Se o animal apresentar manifestação clínica compatível com a raiva, deve ser eutanasiado, e o material enviado para exame laboratorial para diagnóstico da raiva.



FONTES e REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Instituto Pasteur (http://www.pasteur.saude.sp.gov.br/informacoes/informacoes_05.htm)

SCATOLIN, V. 2008. Raiva Canina. Monografia de conclusão do curso de Clínica Médica de Pequenos Animais (TCC).

ITO, M.; ITOU, T.; SHOJI, Y.; SAKAI, T.; ITO, F.H.; ARAI, Y.T.; TAKASAKI, T.;KURANE, I.(2003). Discrimination between dog-related and vampire bat-related rabies viruses in Brazil by strain-specific reverse transcriptase-polymerase chain reaction and restriction fragment length polymorphism analysis. Journal of Clinical Virology, 26: 317-330.

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