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terça-feira, 7 de julho de 2009 - 18:35

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Raiva Canina

por: Colunista Portal - Educação

A raiva canina é uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, causada por um RNA-vírus da família Rhabdoviridae do Gênero Lyssavirus, e acomete todas as espécies de mamíferos, inclusive o homem, principalmente pela mordedura de um animal infectado a um hospedeiro susceptível. O vírus se multiplica primeiro nos gânglios espinhais em seguida começa a se multiplicar no encéfalo. O animal vai começar a apresentar mudanças de comportamento como sialorréia, latido bitonal ou rouco, parando de comer e de beber água. A doença se caracteriza inicialmente por ansiedade, inquietude, desorientação, alucinações, comportamento bizarro e até convulsões. Para diagnosticar a raiva, o veterinário deve colher e armazenar corretamente as amostras do animal suspeito e encaminhar para exame histológico do SNC, provas sorológicas e a identificação do vírus.

A Raiva é uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, uma das mais graves zoonoses, e o seu agente etiológico é um RNA-vírus da família Rhabdoviridae do Gênero Lyssavirus (CORRÊA & CORRÊA, 1992).

O vírus da Raiva não atravessa a pele intacta, mas pode ser adquirido pelo contato através de mucosas íntegras. Em condições normais,
desempenham o papel principal no contágio, a mordedura de um animal em outro ou de um animal no homem (BEER, 1999).

O vírus penetra com a saliva nos tecidos lesionados por mordeduras. Nos linfonodos espinhais ocorre a sua primeira multiplicação. Segue emigração centrípeta em direção ao encéfalo e depois de uma segunda fase de multiplicação, é produzida a difusão do vírus em direção centrífuga para a periferia por meio de vias nervosas chegando aos órgãos (BEER, 1999).

Fundamentalmente, há três tipos de Raiva nos animais domésticos: raiva furiosa, raiva paralítica e a Raiva muda ou atípica (CORRÊA & CORRÊA, 1992).

Para assegurar a suspeita clínica de Raiva devemos recorrer, necessariamente, ao diagnóstico de laboratório. No animal sacrificado ou morto podem ser realizados os exames histológicos do Sistema Nervoso Central, provas sorológicas e a identificação do vírus (BEER, 1999).

Para o diagnóstico da Raiva deve ser enviada a cabeça do animal suspeito, o encéfalo inteiro ou fragmentos do tecido cerebral de ambos os hemisférios (córtex, cerebelo e o hipocampo) (TAKAOKA, 2006).

O tratamento da Raiva clinicamente presente parece inútil. Devido ao perigo de infecção para outros animais e para o homem, os animais doentes de Raiva devem ser sacrificados (BEER, 1999). No homem, o período de incubação varia de duas a dez semanas, sendo a média de 45 dias, porém há relatos na literatura mencionando um período de incubação de até seis anos, apresentando sintomas de comprometimento do Sistema Nervoso Central, caracterizados inicialmente por ansiedade, inquietude, desorientação, alucinações, comportamento bizarro e até convulsões. As crises convulsivas podem ser desencadeadas por estímulos táteis, auditivos ou visuais (TAKAOKA, 2006).

Segundo Schneider (1990), o controle de uma doença corresponde ao conjunto de medidas que se adota visando diminuir ou acabar com a ocorrência da mesma em uma região e isso inclui a vacinação dos cães e gatos anualmente. Na ocorrência de animais suspeitos deve-se informar o centro de zoonoses e o proprietário deve isolar o animal suspeito. Em caso de mordedura deve-se lavar imediatamente com água e sabão, procurando imediatamente um serviço médico. Não brincar e nem deixar o seu animal em contato com errantes.
Segundo Katz (1994), a campanha de vacinação deve ser bem planejada com a procedência da quantidade de animais, de doses, de equipes, de postos e de materiais que serão utilizados. Essas equipes devem ser previamente treinadas e a campanha devidamente informada à população.

A vacina contra a Raiva canina e felina, utilizada por órgãos públicos, é a vacina modificada do tipo Fuenzalida & Palácios, preferencialmente aplicada na via subcutânea e conservada em temperatura de 4ºC a 8ºC (TAKAOKA, 2006).

Trabalho monográfico de conclusão do curso de Clínica Médica de Pequenos Animais (TCC).
Eduardo Lachi Fumagalli, 2006

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