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12 de maio de 2009
A infestação por hemoparasitas está entre os principais fatores que afetam o desempenho de ovinos criados em regime de pasto. Segundo Siqueira (1993), a criação em áreas reduzidas, com pastoreio permanente e altas taxas de lotação, favorece o aumento das populações de helmintos.
Borba et al. (1993) afirmaram que, em um rebanho de ovinos, menos de 5% da população parasitária encontra-se no trato gastrintestinal dos animais, enquanto o restante (mais de 95%) encontra-se nas pastagens. Essa situação apresenta reflexos negativos, elevando os custos de produção por exigir maior número de everminações e por conseqüência, produção de carcaças com maior nível de resíduos químicos.
A maioria dos nematódeos apresenta duas fases distintas no seu desenvolvimento, uma fase de vida parasitária que ocorre no hospedeiro, iniciando-se com a ingestão da larva infectante e completando-se com o parasito adulto eliminando ovos nas fezes e uma fase de vida livre, que ocorre na pastagem e vai de ovo até larva infectante. A primeira fase pode ser controlada pela resposta imunológica do hospedeiro, e a segunda, que ocorre no ambiente, com adoção de medidas de manejo (Oliveira e Amarante, 2001).
Devido ao fato dos ovinos terem o hábito de pastejo rente ao solo, tradicionalmente têm sido utilizadas pastagens com forrageiras como o
Cynodon, de crescimento rasteiro, ou o Paspalum, de crescimento ereto, mas de pequeno porte. Tal situação parece facilitar a migração de larvas dos endoparasitos para a parte superior das forrageiras, acarretando elevada ingestão de larvas infectantes, aumentando sensivelmente a carga endoparasitária dos animais.
Segundo Bianchin e Melo (1985), existem épocas do ano em que as condições do meio ambiente são favoráveis para o desenvolvimento e migração de larvas infectantes de nematódeos gastrintestinais nas pastagens, observando-se uma flutuação estacional no número de larvas infectantes nas pastagens. As larvas dos helmintos nas pastagens nativas ou cultivadas, têm a sua sobrevivência e manutenção controladas pelas condições climáticas, com amplitude maior de contaminação no início dos períodos de maior precipitação pluviométrica e menor contaminação nos períodos de baixa precipitação.
Sabe-se que as larvas de helmintos apresentam fototropismo negativo, migrando para as partes mais altas das forrageiras durante o período noturno (Díaz et al., 2001). Um dos manejos recomendados para controlar a infestação dos ovinos por helmintos parasitos e protegê-los do ataque de predadores é o recolhimento de todo o rebanho em instalações com piso ripado suspenso no período noturno, voltando os animais na manhã seguinte para os piquetes. Entretanto, no Brasil não se tem informações dos horários de menor incidência dessas larvas no terço superior das plantas, parte mais consumida pelos ovinos, para se determinar qual o melhor horário para levar os animais para as pastagens.
Texto retirado do artgo: "Produção e contaminação por helmintos parasitos de ovinos, em forrageiras de diferentes hábitos de crescimento": http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciAnimSci/article/viewFile/1824/1184
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