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9 de março de 2009
A homeopatia aplicada nos animais parte do mesmo princípio da terapêutica voltada para os humanos. É baseada na lei criada no século XVIII, pelo alemão Samuel Hahnemann, a “Similia Similibus Curantur”, ou seja, o semelhante cura o semelhante, ao contrário da alopatia ou medicina convencional, que segue o princípio "Contraria contrariis curantur", ou seja, o diferente cura o diferente. Mas as disparidades não param por aí... Os medicamentos homeopáticos são naturais e não intoxicam os pacientes, e ainda podem ser usados na prevenção de doenças. Situações que não podemos relacionar com a alopatia.
A terapêutica voltada para os animais também tem suas particularidades. Quando falamos de pet, ou seja, animais domésticos, devemos administrar a homeopatia de forma individual, ou seja, cada caso é analisado e estudado separadamente, até porque cada animal tem uma realidade, como acontece com os humanos. Mas quando falamos de animais de produção (bovinos, caprinos, eqüinos, suínos e outros), a homeopatia pode ser administrada de forma global, ou seja, a mesma formulação e dosagem do medicamento homeopático podem ser usadas para todo rebanho. Essa vertente da prática médica é chamada de Homeopatia Populacional, criada e estuda pelo Dr. Cláudio Martins Real há mais de 20 anos. “Todo o rebanho vive sob as mesmas condições de estresse e calor, de parasitas e conseqüentemente de doenças. Dessa forma, podemos analisar o rebanho como um único corpo, por isso a mesma dosagem de homeopatia que funciona para um touro, servirá para outro do mesmo rebanho” explica.
Uma semelhança entre a homeopatia humana com a veterinária é que ambas provocam calorosas discussões entre os pesquisadores. Há aqueles que se dedicam a estudar cada vez mais a terapêutica, e por outro lado, existem profissionais da área médica que criticam e desacreditam nesse método.
Como já foi mencionado, o medicamento homeopático não oferece o risco de intoxicação para o paciente (humano ou animal). Para evitar os fenômenos venéficos das substâncias experimentadas, Hahnemann passou a diluir os medicamentos em escala centesimal, imprimindo entre uma diluição e outra, determinado número de agitações, as quais denominou de Dinamizações. Desta forma as substâncias diluídas e dinamizadas passaram a constituir os medicamentos homeopáticos, cuja ação reside na energia liberada das substâncias medicinais usadas no decurso de sua preparação.
De forma geral, o tratamento homeopático é contínuo, dessa forma, só aceite orientações e acompanhamento de um profissional capacitado, neste caso, um médico veterinário homeopata.
Portal Educação
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