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26 de fevereiro de 2009
A produção de carne ovina tem demonstrado um grande potencial, apresentando-se como uma boa opção para o agronegócio brasileiro, sendo uma alternativa viável para incrementar o desenvolvimento rural, inclusive dentro de programas de desenvolvimento da agricultura familiar, já que ainda existe uma lacuna a ser preenchida no consumo interno e o Brasil possui os requisitos para ser um exportador desta carne.
Embora a procura pela carne ovina esteja aumentando, as informações sobre esta produção ainda são muito escassas, sendo assim, conhecer os principais aspectos produtivos da ovinocultura, bem como aumentar a capacidade produtiva e, consequentemente, o desfrute dos rebanhos ovinos brasileiros é essencial para que se possa atender às necessidades do mercado consumidor. Somam-se a estas pesquisas as avaliações sobre as condições de criação (alimentação, clima, sanidade, sistemas de terminação, etc) e cruzamento (escolha dos genótipos mais adaptados e produtivos) visando obter cordeiros com pesos maiores em menor espaço de tempo, com alto rendimento de carcaça, com qualidade de carne superior e que possuam preço compatível com o mercado alvo.
A carne ovina é produzida nas mais diversas regiões do mundo, sendo oriunda de uma enorme variação de tipos de animal (raça, idade, sexo, etc) e práticas de criação (estratégia de alimentação, desmame, etc). As combinações destes fatores geram uma imensa gama de sistemas de produção e tipos de cordeiro, originando uma grande variabilidade de carcaça e qualidade de carne disponível para o consumidor. Esta variação é extremamente vantajosa para a comercialização desta carne por oferecer ao mercado produtos diversificados, a fim de satisfazer as preferências do consumidor nas diferentes regiões geográficas. Contudo, é extremamente necessário o conhecimento do tipo apropriado para cada mercado consumidor, levando em consideração o material genético disponível, as condições ambientais da localidade e a lucratividade do sistema.
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