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30 de setembro de 2008
O Dia Mundial da Raiva é lembrado no dia 28 de setembro, com o objetivo de alertar sobre o perigo da doença e sobre as medidas de prevenção e controle. Se não tratada no período de incubação --tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas--, leva à morte do doente.
A raiva é causada pelo vírus rábico, que é transmitido por animais infectados --principalmente gatos, cães e morcegos. A incubação varia de indivíduo para indivíduo, mas, em média, dura entre 45 e 90 dias. Após o vírus se instalar no sistema nervoso central, mata o infectado em, no máximo, sete dias.
Devido à letalidade da doença, especialistas recomendam que pessoas feridas por animais --seja mordedura ou arranhadura-- ou lambidas por cães e gatos desconhecidos procurem imediatamente o serviço médico.
"É muito importante também conservar o animal agressor, para saber, por meio de exames, se ele está ou não infectado", afirmou a veterinária Maria de Lourdes Reichmann, 63, assistente-técnica do Instituto Pasteur, em São Paulo. "O vírus não precisa de grandes feridas para penetrar no organismo. Pequena perfuração na pele já basta. Lambida em mucosas --como o olho e a boca-- já pode infectar", afirma.
Caso o médico constate a possibilidade de o animal agressor estar infectado, o paciente passará por dois tratamentos: levará uma dose de soro e, em seguida, será vacinado ou receberá apenas a vacina. "A vacina serve para estimular o organismo a produzir anticorpos e o soro, para bloquear a progressão do vírus", disse Reichmann.
Ao contrário da crendice popular, o tratamento não é doloroso. As famosas 21 injeções na barriga há décadas deixaram de ser ministradas. Atualmente o tratamento é composto por cinco doses de vacina --no braço-- e apenas uma de soro --geralmente na região dos glúteos.
Sintomas
Os sintomas da raiva surgem logo após o vírus se instalar no sistema nervoso. O primeiro sinal é ansiedade. O doente tem dificuldade em dormir, em repousar. Em seguida vem paralisia muscular, que começa nas pernas e termina na cabeça. Ao final, os músculos respiratórios são afetados e, em no máximo sete dias, a pessoa morre por asfixia.
Neste período, a pessoa desenvolve fobias de água e luz. "A dor que o doente sente ao tentar ingerir água e ao receber um facho de luz no olho fazem com que ele sinta medo de água e de luz", disse a veterinária.
Quando os sintomas aparecem é muito difícil o doente sobreviver. Na literatura médica há apenas um caso de cura. "Nos Estados Unidos, uma menina de 14 anos sobreviveu após o vírus ter se instalado em seu sistema nervoso. Mas ela ficou com seqüelas, como dificuldade de andar e de falar", afirmou Reichmann.
Prevenção
A melhor maneira de prevenir a raiva é a vacinação de animais. Cães e gatos devem estar em dia com a vacinação. Os donos também devem manter seus bichos de estimação sob controle, para que não corram risco de fugir e entrar em contato com animais infectados.
Animais de grande porte, como cavalos e bois, também devem ser vacinados em áreas onde já foram registrados casos de raiva. A prevenção de humanos é mais simples. Basta não entrar em contato com animais desconhecidos.
Em casos de dúvidas, o Instituto Pasteur disponibiliza os telefones 0/xx/11/3289-7738 e 0/xx/11/3288-0088.
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