CURSOS ONLINE GRÁTIS NA COMPRA DE UM DOS 1400 CURSOS ONLINE

Ehrlichiose canina (Ehrlichia canis)

Artigo por Colunista Portal - Educação - quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tamanho do texto: A A

Ehrlichia canis é a bactéria responsável pela erlichiose monocítica canina. Além dos cães, Ehrlichia canis acomete os demais membros da família Canidae, que inclui cães, lobos e chacais, e possivelmente também acomete os gatos.
Historicamente, a erlichiose canina já recebeu vários nomes, tais como: pancitopenia tropical canina, riquetsiose canina, tifo canino, síndrome hemorrágica idiopática, febre hemorrágica canina, moléstia do cão rastreador e, atualmente é denominada erlichiose monocítica canina (EMC).
Atualmente, a enfermidade é descrita mundialmente, mas os casos se concentram nas áreas tropicais e subtropicais devido à distribuição geográfica de seu vetor, o carrapato Rhipicephalus sanguineus, chamado popularmente de carrapato vermelho ou carrapato marrom do cão.
No Brasil, a erlichiose monocítica canina foi diagnosticada pela primeira vez em 1973, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, sendo este também o primeiro caso diagnosticado na América do Sul. Hoje em dia, são relatados casos por todo o território nacional.
Além de vetor, R. sanguineus é considerado reservatório primário de Ehrlichia canis por ser capaz de transmitir a bactéria por cerca de 155 dias em qualquer estágio de desenvolvimento. O contágio ocorre com a ingestão de leucócitos infectados principalmente durante a fase aguda da doença no cão. Entre os carrapatos ocorre a transmissão transestadial, porém não ocorre a transmissão transovariana. Do carrapato para o cão, a infecção ocorre durante o repasto sanguíneo; no entanto, os cães também podem se infectar por meio de transfusão sanguínea.
Durante a fase aguda, a bactéria invade as células mononucleares teciduais, multiplica-se e produz hiperplasia linforreticular no baço, fígado e linfonodos. As células infectadas são transportadas pela corrente sanguínea para pulmões, rins e meninges, aderindo-se ao endotélio vascular e produzindo vasculite e infecção do tecido subendotelial. Também invade células mononucleares circulantes formando corpúsculos iniciais, corpos elementares e então mórulas.
Na fase subclínica, geralmente surge a hiperglobulinemia, nem sempre relacionada à eliminação de Ehrlichia canis. Testes de imunização em cães utilizando soro antilinfócitos conseguiram desencadear uma alta produção de anticorpos, mas não houve mudanças no curso da enfermidade. Os resultados dos testes indicaram que a resposta humoral parece eficiente apenas na eliminação de espécies extracelulares de Ehrlichia, enquanto a destruição das intracelulares depende da resposta imune celular.
Assim, cães imunocompetentes podem eliminar a bactéria e não entrar na fase crônica, enquanto que aqueles sem resposta imune efetiva permanecem doentes e podem desenvolver processos imunomediados. Alguns cães podem se manter infectados por longos períodos, inclusive por anos.
A fase crônica é caracterizada pela pancitopenia decorrente do comprometimento da medula óssea, que pode ser causado por mecanismos imunomediados, infecção no interior da medula óssea ou exaustão devido à destruição contínua de plaquetas.

CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Comentários


colunista

Colunista Portal - Educação

O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.