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10 de setembro de 2008
É nítida a necessidade do estudante de Medicina Veterinária, sobretudo os que se dedicam à clínica e cirurgia, possuir um conhecimento amplo da anatomia e fisiologia ocular para desempenhar com segurança e efetividade a oftalmologia.
Os olhos são órgãos sensitivos complexos que evoluíram de primitivas áreas sensíveis à luz, na superfície dos invertebrados. Protegidos por uma estrutura óssea, muscular e cutânea, os olhos possuem uma camada de receptores, um sistema de lente para focalização da luz e um sistema de nervos para condução dos impulsos dos receptores para o cérebro.
Órbita
Os crânios das diferentes raças de cães podem ser divididos de acordo com o seu formato em: dolicocéfalo (alongado), mesaticéfalo (comprimento e altura médios) e braquicéfalo (focinho curto). Estas variações têm algum efeito na formação da órbita e podem ser fatores predisponentes para certas afecções como a proptose do bulbo do olho em cães braquicefálicos, como os Pequineses.
A órbita é o arcabouço ósseo que circunda o olho, e é formada pelos ossos: frontal, lacrimal, esfenóide, zigomático, palatino e maxilar. A parede dorsolateral da órbita não se compõe de osso, mas é formada pelo colagenoso ligamento orbitário entre o processo zigomático do osso frontal e processo frontal do osso zigomático. Vasos sangüíneos e nervos que servem às estruturas orbitárias transitam através de numerosos forames nas paredes orbitárias ósseas. Os tecidos moles contidos na órbita estão envoltos pela periórbita, formada por tecido conjuntivo e situada junto às paredes ósseas.
Muitos distúrbios orbitários são tratados cirurgicamente, e procedimentos manipulativos são freqüentemente utilizados no diagnóstico das afecções orbitárias. A orbitotomia é a exposição cirúrgica da órbita, que pode ser procedida por várias técnicas, sendo a completa, com ressecção do arco zigomático e dissecação do ligamento orbitário a que prove exposição orbitária mais ampla. Nestes procedimentos deve-se evitar cuidadosamente a artéria maxilar, pois se ocorrer secção acidental, esta deverá ser ligada; em casos que a ligadura esteja impossibilitada, a oclusão temporária da artéria carótida ipsilateral deverá ser procedida.
Texto retirado do curso de Oftalmologia veterinária.
Para maiores informações acesse o site: www.portaleducacao.com.br/veterinaria
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