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Curso de Principais ectoparasitas de interesse veterinário

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 2 de setembro de 2008

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Parasitas são organismos que se associam a outros, com a finalidade de retirar desses, meios para a sua própria sobrevivência, geralmente com prejuízo para o organismo hospedeiro.
Os parasitas podem ser classificados de acordo com o local que parasitam e quanto ao número de hospedeiros que necessitam.

Quanto ao local que parasitam:
• Endoparasitas: seres que parasitam o interior do corpo do hospedeiro;
• Ectoparasitas: organismos que parasitam a parte exterior do corpo do hospedeiro.

Quanto ao número de hospedeiros:
• Monoxenos: parasitas de um só hospedeiro;
• Heteroxenos: parasitas de mais de um hospedeiro.

A força de agressão do parasita está na dependência tanto do número de exemplares que estão presentes no hospedeiro quanto da localização no corpo do mesmo.

Alguns parasitas, quando em pequeno número, não conseguem desenvolver no hospedeiro a doença, a não ser que este último esteja em mau estado de saúde pré-existente.

Dependendo da localização, o comprometimento orgânico pode ser maior ou menor, gerando lesões mais ou menos graves;
A força de defesa do hospedeiro pode ser maior ou menor, dependendo basicamente de três fatores:

• Idade: animais jovens são mais suscetíveis às doenças parasitárias do que os adultos, pois seu sistema imunológico está em desenvolvimento, o que quer dizer que, quanto mais jovem, menos resistentes são às doenças parasitárias;

• Imunidade: a resposta imunológica depende de algumas condições como: localização do parasita no hospedeiro, idade do hospedeiro e estado de saúde pré-doença parasitária do hospedeiro. Como já visto animais mais jovens, bem como animais idosos, têm uma resposta imunológica fraca e, animais portadores de problemas sistêmicos como doenças pré-existentes, têm sua resposta imunológica comprometida;

• Nutrição: o hospedeiro bem nutrido tem como conseqüência, uma melhor resposta imunológica e energia armazenada suficiente para neutralizar a ação do parasita.

Além da força de agressão por parte do parasita e da capacidade de defesa do hospedeiro, o manejo dos animais determina uma maior ou menor possibilidade de contágio e transmissão:

• Ambiente: além de diferentes hábitos e costumes que podem influenciar na instalação de uma parasitose, como o hábito de permitir o pastejo de filhotes nas proximidades de piquetes de adultos, as características ambientais do próprio ciclo de determinados parasitas determinam uma maior ou menor possibilidade de transmissão da parasitose;

• Medicamentos: a utilização de drogas antiparasitárias em doses inadequadas, bem como de medicamentos que deprimem o sistema imunológico, pode exacerbar os sintomas de uma parasitose, tornando-a mais grave e até mesmo fatal.

Ectoparasitos são seres de espécies diferentes, que vivem sobre o hospedeiro, na pele, pêlos e fâneros, e que necessitam dos mesmos para obterem alguns elementos básicos de sobrevivência e perpetuação da espécie sem, no entanto, lhes fornecerem nada em troca, pelo contrário, sempre determinando lesões com prejuízos orgânicos, quais sejam: irritação nos animais, determinada pela picada de insetos e ácaros, e as toxinas que causam reação irritativa e inflamatória- dermatopatias - interferindo no desenvolvimento; perda de sangue; no desempenho do animal com perda de peso e fertilidade; bem como a transmissão de outras doenças de importância epidemiológica, pois podem funcionar como vetores ou hospedeiros intermediários de endoparasitoses, como por exemplo: babesiose e dipilidiose, sem contar aquelas com potencial zoonótico como a leishimaniose, doença de chagas e a febre maculosa.

As ectoparasitoses têm grande influência nas criações de animais domésticos de todo o mundo e sua importância sanitária e econômica já foi comprovada em diversas situações, como nos casos de depreciação do couro bovino, que é estimada em 40% de prejuízos econômicos. E também pelo alto custo de medicamentos antiparasitários, treinamento de pessoal, aparelhagem e equipamentos adequados para o bom funcionamento dos produtos, dentre outros.

A contaminação parasitária se dá através do próprio ambiente em que os animais vivem: nas pastagens, baias de cocheiras, estábulos, canis, em comedouros e bebedouros e, também, através de vetores. Nestes ambientes podem estar presentes formas microscópicas de parasitas resistentes vivendo no capim, feno ou mesmo na cama.

O conhecimento dos principais ectoparasitas que podem afetar os animais e o seu controle é importante para garantir a saúde e a produtividade do plantel e evitar prejuízos à indústria e aos criadores. Mais ainda, a ectoparasitose dos animais pode vir a ser uma ameaça à saúde e ao bem estar dos animais, confinados ou não, bem como de tratadores e demais funcionários dos criatórios.

É nesse ponto que se vê ressaltada a importância do Médico Veterinário na orientação de todo o processo de combate e controle de ectoparasitos com o objetivo de minimizar os custos e evitar a criação de estirpes de parasitas resistentes aos inseticidas.

Grandes avanços nos estudos das doenças parasitárias vêm ocorrendo em todo o mundo, particularmente os estudos referentes às relações hospedeiro-parasitos, sendo aprofundados os conhecimentos relativos aos novos nichos ecológicos de patógenos tradicionais, surgindo também novas classes de hospedeiros – a dos imunossuprimidos.

Estudaremos, nesse curso, os seguintes ectoparasitos:

1. Mosquitos transmissores de doenças;
2. Piolhos;
3. Pulgas;
4. Carrapatos;
5. Moscas de interesse veterinário;
6. Sarnas.

Texto retirado do curso de Principais Ectoparasitas de Interesse Veterinário
Para mais informações acesse o site: www.portaleducacao.com.br/veterinaria

 

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