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Artigos de Veterinária


Cães que mordem crianças nem sempre o fizeram de outras vezes.


28 de maio de 2008


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ScienceDaily (Oct. 4, 2007)
Adapted from materials provided by BMJ Specialty Journals, via EurekAlert!, a service of AAAS

Tradução: Profª Andréa Barros, MV

Cães que mordem crianças nem sempre têm histórico anterior neste sentido, mas tendem a ter algum tipo de problema médico ou mesmo de comportamento, muitas vezes encoberto, é o que indica pesquisa publicada na revista Injury Prevention

A equipe de pesquisa analisou circunstancias que envolviam 111 casos de mordidas de cães, ao longo de um período de 4 anos. Todos os 103 cães envolvidos em mordeduras, haviam agredido crianças e os casos foram referidos aos mesmos parâmetros veterinários de comportamento e clínicos.

A análise distinguiu diversos padrões de comportamento, mas não em alguma raça em particular.

Crianças mais novas foram muito mais mordidas quando os cães sentiam que seu alimento ou outros recursos importantes, como seus brinquedos, estavam sob possível ameaça. Já as crianças mais velhas freqüentemente rompem seu espaço territorial.

Crianças com as quais o cão está familiarizado são mais comumente mordidas em relação à guarda de sua comida, enquanto crianças fora de seu círculo familiar são mais mordidas quanto à guarda de seu território.

Análises comportamentais revelam que a guarda de seus recursos, como alimentos e brinquedos, e de seu território são as causas mais comuns de agressão entre os próprios cães.

Três quartos exibem ansiedade, quando deixados por seus proprietários, ou quando expostos a barulhos como trovões e fogos de artifício.

O medo aparente pode sinalizar uma tendência de o cão vir a reagir com uma possível mordedura quando colocado em situações com ameaças perceptíveis, afirmam os autores.

Crianças pequenas em particular podem ser barulhentas e imprevisíveis em seus movimentos, nas duas situações estas podem se tornar assustadoras para um cão já ansioso.

Quando os cães foram examinados, metade apresentava alguma condição clínica, muitas das quais afetavam ossos ou pele. Mas também problemas de crescimento, oftalmias, doenças hepáticas e renais, bem como problemas hormonais e doenças infecciosas também puderam ser observados.

Os autores sugerem que a dor pode ter contribuído para o comportamento dos cães. Um em cada cinco cães nunca havia mordido alguém anteriormente, e 2/3 nunca havia mordido nenhuma criança antes.

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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