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Artigos de Veterinária


Ultra-sonografia em pequenos animais


6 de maio de 2008


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Ultra-som em cães e gatos

          O ultra-som tem sido estudado pelos cientistas desde 1793, mas foi introduzido na medicina veterinária somente em 1966. A partir de então, os aparelhos desenvolvidos apresentavam cada vez maior definição de imagem, possibilitando diagnósticos precisos e tornando-se um método de diagnóstico por imagem fundamental em associação a outros na rotina clínica de pequenos e grandes animais. A popularidade do uso do ultra-som advém das características do exame ultra-sonográfico, ou seja, trata-se de técnica não invasiva e que não requer o uso de procedimentos de contenção química e radiação ionizante. Além disso, o equipamento é de fácil manipulação e instalação.

         Existem três tipos de diagnósticos ultra-sonográficos em caninos. São eles: modo-A, Doppler e modo-B.
        O modo-A ou ultra-som de amplitude profunda, identifica a presença de fluido por meio da oscilação de traçados. Este exame não pode definir a origem do fluido e não permite a avaliação da viabilidade dos órgãos ou tecidos. O exame ultra-sonográfico de modo Doppler fornece um sinal audível. O modo-B ou ultra-som em tempo real convencional permite a avaliação do status fisiológico do organismo animal.

         A base física da ultra-sonografia esta diretamente ligada ao efeito piezelétrico. Este é definido como a capacidade que determinados matérias, como cristais, têm de vibrarem em determinada freqüência quando submetidos a uma pressão mecânica, como o som, transformando-a em impulsos elétricos. De forma, é responsável pela transformação de energia elétrica em som e vice e versa.

        Existem algumas propriedades relevantes ao exame ultra-sonográfico, como a freqüência do som e a impedância acústica. A freqüência do som representa o numero de oscilações sonoras em um determinado período, correspondendo ao numero de ondas por segundo. A impedância acústica é definida como o produto da velocidade das ondas pela densidade do meio estudado, ou seja, é a qualidade do tecido em transmitir as ondas e se formar a imagem.

       Outro detalhe a ser lembrado é a terminologia de ecogenicidade. Essa nomenclatura esta relacionada com a intensidade do cinza na imagem avaliada. Sem não tem cinza, ou seja, esta escura a imagem chamamos de anecóica ou anecogênica. Quando avaliamos o padrão cinza, ecóico ou ecogênico, podemos fazer comparações entre tecidos e dentro do mesmo parênquima, ou seja, hipo ou hiper, dependendo da diminuição ou aumento da tonalidade de cinza, respectivamente.

Texto retirado do curso de Ultra-sonografia em Pequenos Animais do Portal Educação.


Para mais informações acesse o site: www.portaleducacao.com.br/veterinaria

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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