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23 de abril de 2008
Este estudo mostra algumas patologias da articulação do joelho e alguns posicionamentos para radiografar o paciente, e assim descobrir o melhor tratamento possível.
Articulação do Joelho
Luxação Congênita da Patela
A luxação patelar congênita poderá ser resultado de:
- Má formação da tróclea femoral;
- Alinhamento deficiente entre o fêmur distal e a tíbia proximal;
-Rotação da extremidade proximal da tíbia, que desloca a tuberosidade tibial medialmente.
A luxação lateral da patela é, às vezes, visualizada em cães de grande porte com genu valgum, isto é, um desvio lateral do membro abaixo da articulação do joelho.
Clinicamente, os animais afetados de modo internamente, arrastam o membro afetado. A palpação revela o deslocamento que pode ser prontamente reduzido com o membro firmado em extensão. A patela pode ser igual e prontamente deslocada de forma manual. Os cães podem reagir a essas manobras.
Sinais Radiológicos
A patela situa-se medial ou lateralmente ao fêmur na incidência craniocaudal. A patela deslocada poderá ser de difícil demonstração no animal jovem, antes que ela esteja mineralizada.
Na incidência mediolateral, a patela não se encontra no sulco troclear e está sob resposta aos condilos femorais.
Uma incidência em “linha do horizonte” ou tangencial da troclea femoral distal irá exibir a patela deslocada e, panivelmente, um sulco troclear raso.
Anormalidades aneas associadas estão freqüentemente evidentes, incluindo um sulco troclear raso, rotação da tíbia proximal, curvatura e rotação da tíbia proximal e angulação anormal da articulação femoratibial.
A luxação poderá também ser o resultado de traumatismo, que poderá ser medial ou lateral.
Uma patela luxada poderá estar em sua posição normal quando uma radiografia for feita, já que o posicionamento do animal poderá ocasionar uma redução temporária da luxação.
Ruptura do Ligamento Cruzado Cranial
É geralmente devido a traumatismo e poderá afetar qualquer raça canina. Um diagnóstico clinico definitivo é feito demonstrando o sinal de “tração” cranial, embora sua ausência não exclua um rompimento parcial ou total. Um teste de compressão poderá, também, ser utilizado.
Sinais Radiológicos
Quando a ruptura estiver presente por algum tempo, as alterações articulares degenerativas estarão evidentes.
O edema intra capsular irá deslocar os planos faceais adjacentes.
Ligamento Colateral
O traumatismo poderá resultar no dano de um dos ligamentos colaterais da articulação do joelho. Uma incidência craniocaudal, utilizando a pressão medial ou lateralmente, exibirá um alargamento do espaço articular no lado afetado.
Projeção Mediolateral (ML)
O paciente é colocado em decúbito lateral com o membro a ser radiografado mais próximo do chassi. Coloque uma almofada sob pelve.
O membro contralateral é fletido e abduzido. O joelho a ser radiografado em extensão, coloque uma pequena quantidade de algodão sob o tarso de modo que a tíbia fica paralela à superfície da mesa.
O feixe de raios-x é centralizado no espaço articular do joelho e é colimado para incluir somente a região de interesse. Ponha um marcador direito ou esquerdo identificando o membro a ser examinado.
Posição Caudocranial (CDER)
O paciente é colocado em decúbito esternal e o membro de interesse é puxado caudalmente para uma posição de extensão máxima. O membro contralateral é fletido e elevado com o apoio de uma almofada de espuma.
A palpar a tuberosidade da tíbia, auxilia na determinação da rotação necessária para uma projeção caudocranial exata.
O feixe de raios-x deve ser centralizado na articulação do joelho e deve ser colimado para incluir somente a articulação a ser examinada. Coloque um marcador direito ou esquerdo na porção lateral do membro.
Em cães de grande porte, o feixe de raios-x deve ser angulado aproximadamente 10° na direção distal à sua orientação perpendicular.
Crânio caudal (variação)
Posição para Patela (Caudocefalico axial)
Em decúbito lateral, lado a ser radiografado para cima.
Joelho flexionado.
Raios central tangenciando o espaço patelafemoral com projeção caudocefalico.
Filme apoiado na face anterior do fêmur.
Referência Bibliográfica
› Radiologia e Ultra-Sonografia do Cão e do Gato, 3° edição. J. Kevin Kealy & Hester McAllister;
› Diagnóstico Por Imagem Para a Prática Veterinária. Ham, C M & Hurd, C D.
› Radiography In Veterinary Technology, 3° edição. Lisa M. Lavin.
UNIVERSIDADE PAULISTA
CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO
RADIOLOGIA MÉDICA
São Paulo, 26 de Setembro de 2007
Trabalho apresentado para disciplina de Radiologia Veterinária
Professor Dr. Marcelo Botelho Migliano
Alunos: Janaina dos Prazeres Nunes (074750-5)
José Nicodemos de Moraes (896142-5)
Walter Luiz Caetano (122620-7)
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