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11 de abril de 2008
A alergia ao leite de vaca é a primeira causa das alergias digestivas entre as crianças de nosso país. Ela pode provocar diferentes manifestações clínicas respiratórias (asma-rinites) ou cutâneas (eczema-urticária).
A alergia alimentar verdadeira é uma resposta imune, geralmente de IgE; uma reação ocorre normalmente dentre de duas horas. A alergia alimentar resulta da hipersensibilidade a um antígeno de origem alimentar (geralmente proteína). As manifestações da alergia são causadas pela liberação de histamina e serotonina.
Doenças atópicas em crianças possuem a prevalência de 35% e estão entre os fatores de maior importância em morbidade nos países industrializados. Além do mais, sua incidência é crescente e nas décadas recentes, vem dobrando em países ocidentais. O Jornal Europeu de alergia (1999), enfatizou um aumento nestes casos através de dados epidemiológicos por toda a Europa. Testes de controle alimentar demonstram que alergias a alimentos em geral ocorrem em 5% a 10% na população infantil (Maria, 2001).
Em crianças que receberam o aleitamento materno, a incidência de ocorrerem alergias às proteínas do leite bovino são de 0.5% a 1.5%. Contudo, cerca de 20% de crianças com risco elevado de desenvolver alergias, irão desenvolver alergia às proteínas do leite de vaca durante o primeiro ano de sua vida se alimentarem-se com leite de vaca (Maria, 2001).
As alergias podem ser herdadas, mas não necessariamente a um antígeno específico. Qualquer pessoa que apresenta uma tendência ao aparecimento de alergia pode desenvolver sensibilidade a outros tipos de alimentos (Behrman et al.,1997).
A incidência varia dependendo da população estudada e o critério de diagnóstico. Em países desenvolvidos com diagnóstico preciso, a incidência varia de 2 a 7% (Host, 1994 e Jakobsson e Lindeberg, 1980). Barau e Dupont (1994), concordam que a freqüência da alergia às proteínas do leite de vaca em crianças pequenas está estimada, segundo as estatísticas, entre 2 e 7% da população.
O leite de cabra é considerado um dos alimentos mais próprios ao consumo humano, e vem se destacando como complemento alimentar de idosos, convalescentes e crianças alérgicas. Seu grande valor nutritivo é decorrente da riqueza em extratos secos (proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais) (Fisberg et al., 1999).
Apesar dos excelentes benefícios do leite de cabra, não se pode esquecer que casos de reações cruzadas entre proteínas homólogas ao leite de vaca podem ocorrer. Assim, a boa tolerância do uso do leite de cabra se traduz positivamente quando a alergia às proteínas do leite de vaca se manifesta em sintomas gastrointestinais e de vias aéreas superiores não tão intensos (Reinert e Fabre, 1996).
O leite é um liquido composto basicamente de proteínas, lipídios e glicídios, além de sais minerais dispersos em água. Executando dietas mal equilibradas que condicionam à superdosagem, hipodosagem, fórmulas inadequadas, etc., as reações adversas dependentes dos componentes do leite se reduzem a: indisposição (relacionado às gorduras do leite), intolerância (relacionado à lactose) e alergia (relacionado às proteínas), (Negreiros e Ungier, 1995).
Monografia apresentada para a conclusão do curso de Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Paulista
Fernanda de Figueiredo Beda, 2006
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