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Descoberta de proteína reforça teoria de parentesco entre aves e dinossauros


1 de janeiro de 2008


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Cientistas americanos descobriram seqüências de aminoácidos em uma proteína extraída de um dinossauro fossilizado que são semelhantes às encontradas em galinhas, revelou um artigo publicado hoje na revista "Science".

Os aminoácidos foram extraídos de uma proteína de tiranossauro, um dos maiores dinossauros carnívoros, que viveu há mais de 68 milhões de anos.

Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Harvard e do Centro Médico Beth Israel Deaconess, a descoberta reforça a teoria de que as aves e os dinossauros são parentes próximos na evolução das espécies, como já se acreditava, devido a semelhanças existentes entre suas estruturas ósseas.

No entanto, as amostras analisadas ainda não são suficientes para confirmar a teoria de forma conclusiva, disse John Asara, diretor de espectrometria do Beth Israel Deaconess, que decodificou a seqüência dos fragmentos de proteína.

Apesar disso, em outro artigo publicado na revista "Science", uma equipe de cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) anunciou que fragmentos ósseos do tiranossauro reagiram com anticorpos na presença de colágeno de galinha.

Isso pode ser mais um indício de que existe uma proteína semelhante à das aves nos ossos dos dinossauros, segundo os pesquisadores.

A experiência também permitiu descartar a hipótese de que as proteínas se degradavam até ficarem mineralizadas após um milhão de anos.

"Durante séculos, pensou-se que o processo de fossilização destruísse todo o material original e, por isso, ninguém olhava os ossos com muita atenção", afirmou Mary Schweitzer, do Museu de Ciências Naturais da Universidade da Carolina do Norte.

"Este é um avanço que diz que é possível conseguir seqüências de mais de um milhão de anos. Aos 68 milhões, ainda é possível conseguir essas seqüências", acrescentou Asara, que também participou do estudo.
 
Fonte:
Uol Bichos

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