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1 de janeiro de 2008
Segundo o coordenador técnico de eqüinos da Merial Saúde Animal, Alessandro Orsolini, todo programa sanitário dirigido a eqüinos atletas deve dar atenção especial à infestação parasitária. O problema, afirma, atinge cavalos de todas as idades e pode estar relacionado a doenças e lesões sérias, como aneurisma verminótico, gastroenterite, dermatites e outras alterações cutâneas, e pneumonias.
“No organismo dos cavalos, os parasitos competem por nutrientes, o que acarreta diminuição de performance e capacidade dos animais atletas, comprometimento das mucosas do aparelho digestivo, cólicas verminóticas, diarréias, retardo de crescimento e baixo rendimento no trabalho e nas pistas”, alerta Orsolini, que é médico veterinário com mais de 10 anos de experiência em eqüinocultura.
Para manter estas ameaças distantes do plantel, Orsolini recomenda a adoção de medidas preventivas, com vermifugações constantes. O primeiro passo, lembra, é identificar o nível de infestação, com base em exames parasitológicos de fezes (O.P.G). “A infestação pode ter como causa diferentes tipos de patógenos e o grau de infecção pode variar de uma região para outra. Somente após um exame parasitológico é possível estabelecer um calendário profilático realmente eficiente”, ressalta o médico veterinário.
No entanto, na maior parte dos casos, a vermifugação deve ser feita de dois em dois meses, com início aos 30 dias de vida nos potros, sempre com o apoio de um médico veterinário. Os produtos devem ser aplicados em doses equilibradas, que variam de acordo com o peso, idade e período gestacional, no caso das éguas. Nas aplicações posteriores, o médico veterinário responsável pelo acompanhamento do animal deve avaliar se é interessante fazer a rotação de princípio ativo, para evitar resistência parasitária.
Orsolini lembra ainda que o criador precisa dar atenção especial ao calendário de vermifugações na primavera e no outono, épocas do ano em que as infestações ocorrem com maior freqüência. “Atenção ao manejo sanitário e ao uso de produtos seguros e de qualidade comprovada são fundamentais para assegurar a saúde e o bom desempenho dos eqüinos atletas”, salienta.
Cuidados Preventivos – Além de vermifugações constantes, a adoção de medidas simples pode contribuir para diminuir a infestação por parasitos internos. Como, por exemplo, a correta e constante higienização das baias; a rotação de pastagens, que devem ter esterqueiras fechadas e sempre drenadas, para diminuir a recontaminação por meio de parasitos presentes no solo; além do cuidado de manejar todos os animais sempre de uma vez.
“Herbívoros, os eqüinos hospedam larvas de vermes que podem ser encontradas nas pastagens, estábulos e cocheiras contaminadas com fezes. Os ovos ou larvas ingeridas pelos cavalos evoluem e se reproduzem, originando milhares de ovos que são expelidos pelas fezes e recontaminam o ambiente”, completa Orsolini.(fonte: Texto Assessoria de Comunicação)
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