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1 de janeiro de 2008
A nutrição de aves de postura busca a produção máxima de ovos de boa qualidade e o perfeito equilíbrio alimentar das poedeiras. O produtor deve ofertar uma alimentação que promova a manutenção e produção dos animais, devendo-se lembrar ainda que, quando as aves entram em postura, não completaram totalmente o seu crescimento, razão pela qual as necessidades de crescimento também devem ser atingidas.
O produtor deve atentar que as necessidades variam em função da temperatura e finalidade da produção. A demanda de nutrientes esta ligada a produtividade e a destino dos ovos. Poedeiras de ovos de incubação, ou seja matrizes, devem receber um enriquecimento de certas vitaminas e microelementos minerais, quando comparado as produtoras de ovos de consumo, a fim de assegurar alto índice de eclosão e sobrevida dos pintos.
O consumo de energia e proteína são os principais aspectos nutricionais que devem ser levados em consideração na alimentação de aves de postura. Recentes estudos comprovam que mantendo-se a relação caloria/proteínas constantes, os níveis de energia podem variar desde 2.000 a 3.200 Kcal de EM(energia metabolizável) por quilograma da dieta sem alterar significativamente a produção de ovos (TABELA 1*).
TABELA 1: Resultado de experimentação com relação caloria/proteína de 175/1.
|
Kcal de EM/Kg da dieta |
Proteína Bruta (%) |
Ingestão Diária de Energia (Kcal/ave) |
Ingestão Diária de Proteína (g/ave) |
Produção (%) |
Peso do Ovo (g) |
|
2.500 |
14,3 |
318,8 |
18,22 |
77,5 |
59,2 |
|
2.600 |
14,8 |
322,0 |
18,41 |
78,9 |
59,2 |
|
2.700 |
15,4 |
324,8 |
18,55 |
77,2 |
59,6 |
|
2.800 |
16,0 |
319,1 |
18,81 |
79,2 |
59,1 |
|
2.900 |
16,6 |
320,6 |
18,32 |
79,5 |
60,1 |
|
3.000 |
17,1 |
328,7 |
18,78 |
77,3 |
59,8 |
|
3.100 |
17,7 |
339,1 |
19,38 |
78,2 |
60,5 |
|
3.200 |
18,3 |
337,8 |
19,31 |
76,8 |
60,7 |
A temperatura ambiental influencia diretamente na necessidade das aves, a temperatura ideal, ou seja de conforto está situada entre 100 e 200C, média de 150C; faixas de 50C abaixo ou acima desta faixa também são admitidas, além destas já se verifica diminuição da produção. Entre os fatores de variação das necessidades nutricionais, podemos citar ainda, as instalações, correntes de ar, genótipo, sistema de alimentação na recria,...
Aves alojadas em piso tendem a exigir uma maior necessidade de energia metabolizável, quando comparadas as alojadas em gaiolas. Esta característica é justificada principalmente pela energia utilizada para mantença e atividade. Estudos comprovam que do total de energia metabolizada pelas aves, em torno de 50% é utilizada para manutenção e atividade de aves criadas em piso, enquanto as criadas em gaiolas necessitam de 37%. De modo inverso, alguns nutrientes minerais (fósforo) e vitaminas (B12) são menos exigidos pelas aves criadas no piso.
Os principais minerais ligados a produção de ovos são o cálcio (3,8% da ração) e o fósforo disponível (0,45% da ração), além de cloro, sódio, manganês, molibdênio e zinco (TABELA 2).
TABELA 2: Níveis médios recomendados de microminerais (mg/kg) para frangas de reposição, poedeiras e matrizes.
|
Nutriente/Fase |
Inicial |
Crescimento |
Pré-postura |
Postura |
| Ferro |
70 |
70 |
70 |
70 |
| Cobre |
15 |
15 |
15 |
15 |
| Zinco |
50 |
50 |
50 |
50 |
| Manganês |
90 |
90 |
90 |
90 |
| Iodo |
1 |
1 |
1 |
1 |
| Cobalto |
1 |
1 |
1 |
1 |
Em relação a vitaminas as necessidades estão expressos na TABELA 3.
TABELA 3: Níveis recomendados de vitaminas por Kg de ração.
|
Vitamina |
Poedeiras |
|
Vitamina A (U.I) |
10.000 |
|
Vitamina D3 (U.I) |
2.000 |
|
Vitamina E (mg) |
10 |
|
Vitamina K3 (mg) |
2 |
|
Vitamina B1 (mg) |
0,5 |
|
Vitamina B2 (mg) |
4 |
|
Pantotenato de cálcio (mg) |
5 |
|
Niacina (mg) |
20 |
|
Vitamina B12 (mcg) |
10 |
|
Colina (mg) |
500 |
Para um perfeito comportamento alimentar das poedeiras o produtor deve disponibilizar para cada ave um espaço linear de 7 a 10 cm de comedouro e bebedouro de até 31 litros para cada 100 aves.
Em relação as diversas fases da criação as principais exigências nutricionais para atingir uma produção de 80% estão expostas na TABELA 4 e 5.
TABELA 4: Níveis de nutrientes recomendados para postura comercial nas diversas fases de criação.
|
Fase / Nutriente |
PB (%) |
FB (%) |
En./Met.1 (kcal/kg) |
Ca (%) |
P2 (%) |
Na (%) |
AAS3 (%) |
| Inicial 1 (0-4 sem.) |
20 |
4 |
2850 |
1 |
0,50 |
0,20 |
0,78 |
| Inicial 2 (4-8 sem.) |
19 |
4 |
2850 |
1 |
0,47 |
0,20 |
0,74 |
| Crescimento 1 (8-12 sem.) |
17,5 |
4,5 |
2850 |
0,9 |
0,45 |
0,18 |
0,70 |
| Crescimento 2 (12-17 sem.) |
16 |
4,5 |
2800 |
0,9 |
0,45 |
0,18 |
0,60 |
| Pré-Postura (17-18 sem.) |
16,5 |
4,5 |
2850 |
2 |
0,42 |
0,18 |
0,65 |
| Postura 1 (18-36 sem.) |
17,5 |
4 |
2850 |
3,8 |
0,45 |
0,20 |
0,70 |
| Postura 2 (37-descarte) |
16,5 |
5 |
2800 |
4 |
0,40 |
0,20 |
0,63 |
TABELA 5: Níveis de aminoácidos recomendados para postura comercial nas diversas fases de criação.
| Fase / Nutriente |
Arginina (%) |
Lisina (%) |
Metionina (%) |
Cistina (%) |
| Inicial (0-6 sem.) |
1,10 |
1,10 |
0,48 |
0,33 |
| Crescimento (6-12 sem.) |
0,90 |
0,85 |
0,39 |
0,27 |
| Pré-Postura (12-20 sem.) |
0,80 |
0,70 |
0,35 |
0,25 |
| Postura 1 (20-37 sem.) |
0,90 |
0,72 |
0,36 |
0,29 |
| Postura 2 (37-descarte) |
0,80 |
0,64 |
0,32 |
0,26 |
| Fase / Nutriente |
Leucina (%) |
Fenilalanina (%) |
Tirosina (%) |
Valina (%) |
| Inicial (0-6 sem.) |
7,0 |
3,5 |
3,0 |
4,3 |
| Crescimento (6-12 sem.) |
1,25 |
0,62 |
0,53 |
0,77 |
| Pré-Postura (12-20 sem.) |
0,97 |
0,51 |
0,42 |
0,60 |
| Postura 1 (20-37 sem.) |
1,35 |
0,79 |
0,36 |
0,90 |
| Postura 2 (37-descarte) |
1,20 |
0,70 |
0,32 |
0,80 |
| Fase / Nutriente |
Triptofano (%) |
Treonina (%) |
Histidina (%) |
Isoleucina (%) |
| Inicial (0-6 sem.) |
0,22 |
0,77 |
0,44 |
0,83 |
| Crescimento (6-12 sem.) |
0,18 |
0,62 |
0,36 |
0,67 |
| Pré-Postura (12-20 sem.) |
0,17 |
0,49 |
0,28 |
0,52 |
| Postura 1 (20-37 sem.) |
0,18 |
0,63 |
0,34 |
0,90 |
| Postura 2 (37-descarte) |
0,16 |
0,56 |
0,30 |
0,80 |
Bibliografia;
ANDRIGUETTO, J. M.; PERLY, L.; MINARDI, I.; FLEMMING, J. S.; FLEMMING, R.; SOUZA, G. A.; ANDRIGUETTO, J. L.; DUTRA, M. J. Normas e padrões de nutrição e alimentação animal. MA/SARC/DFPA, Editora Xinef: Curitiba, 2000, 152 p.
ANDRIGUETTO, J. M.; PERLY, L.; MINARDI, I.; FLEMMING, J. S.; GEMAEL, A.; SOUZA, G. A.; FILHO, A. B. Nutrição animal ¿ volume 2. Editora Nobel: São Paulo, 1983, 425 p.
Fonte: Bünge Alimentos
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