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1 de janeiro de 2008
Comportamento
A cadela tem alterações comportamentais por ocasião do cio, sendo a mais comum a pseudociese (gravidez psicológica). As cadelas que foram esterilizadas não entram no cio, portanto não têm este problema. Fêmeas castradas com temperamento dominante podem ter a dominância exacerbada em função da castração.
Saúde
A castração em fêmeas é muito mais benéfica para a saúde do que em machos. A cirurgia feita antes do primeiro cio praticamente elimina a possibilidade de tumores de mama (os mais comuns em cadelas). Feita em qualquer idade, a cirurgia elimina a possibilidade de problemas uterinos (entre eles a piometra) e elimina a chance de problemas de parto ou gestação. Costuma trazer aumento de peso, que pode ser controlado pelos donos através de uma dieta equilibrada. Quando a castração é precoce, essa tendência é diminuída.
Os efeitos colaterais indesejáveis da castração em fêmeas são:
aumento de peso (muito comum);
dermatites na região da vulva (pouco comum);
problemas de pele (pouco comum)
e finalmente incontinência urinária (em raças grandes incidência aproximada de 25 %). A incontinência urinária é mais comum em cadelas castradas, costuma aparecer alguns anos após a cirurgia e ocorre durante a noite e períodos de relaxamento, sendo que durante a vigília a micção é normal. Há duas opções de tratamento por medicamentos, sendo uma delas a reposição do estrógeno. Os resultado do tratamento é excelente, com aproximadamente 80% das fêmeas curadas.
Para o dono
As fêmeas castradas não entram no cio, isso significa que não há restrições em levá-las para passear, viajar, e que nunca haverá sangramento pela casa. Quando uma cadela no cio sai na rua os machos, atraídos pelo cheiro, podem trazer situações bem desagradáveis, principalmente quando estão soltos. A fêmea não terá ninhadas indesejáveis, tão comuns, além de não ter a gravidez psicológica e seu quadro comportamental.
Riscos
Castração de fêmeas exige uma cirurgia mais complexa do que no caso dos machos, sendo necessário abrir o abdômen para retirar útero e ovários. O risco maior durante o ato cirúrgico é a ocorrência de hemorragia, sendo que podem ocorrer complicações pós operatórias também. A competência do cirurgião, a qualidade dos equipamentos e equipe agem para: diminuir o risco a um nível muito baixo, proporcionar um pós-operatório livre de problemas e uma rápida recuperação. Também há um risco básico que é inerente à qualquer procedimento envolvendo anestesia geral. Um animal que nunca apresentou sinais de doença cardíaca pode vir a falecer por parada cardíaca durante a anestesia, mesmo nos procedimentos rápidos.
Fonte: www.cachorrosegatos.com/castracao.htm
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