(1)
(20)
A prática da gorjeta varia de país para país
27 de dezembro de 2011

Para não restar dúvidas e descobrir quando e com quanto é aconselhável contribuir.
Quem é que não gosta de ser bem atendido? Sentar-se em um restaurante e ver seu pedido chegar em poucos minutos, ter sua bagagem levada até a porta do quarto do hotel ou contar com uma ajuda para carregar suas compras até o carro. Talvez seja por isso que a gorjeta tenha sido criada: retribuir às pessoas pelo bom serviço prestado, ir além do fundamental “obrigado”.
A origem da gorjeta remete à Inglaterra do século 17: “Tip” é a sigla para a expressão em inglês “to insure promptitude” (para garantir prontidão). Essa prática social, contudo, conta com uma regra básica: a bonificação depende da satisfação do cliente. Se o serviço não agradou, não há por que gratificar. Agora, se tudo ocorreu bem, é de bom tom respeitar os padrões de gorjeta que cada lugar sugere.
A prática da gorjeta varia de país para país. Na Inglaterra, nos Estados Unidos e na França, por exemplo, a contribuição aos garçons e bartenders, apesar de não obrigatória por lei, trata-se de uma norma cultural: não dá-la é visto como um ato de grosseria. Já no Japão, a caixinha nem é esperada pelos garçons. Caso um desavisado deixe uns trocados sob a mesa de um restaurante de lá, é bem capaz de o garçom sair correndo do cliente para devolver o dinheiro.
Quando chega a hora de pagar pela refeição em um país desconhecido, cujos hábitos são diferentes dos nossos, muita gente fica em dúvida se deve ou não deixar a gorjeta, e com quanto deve contribuir. Outros, mesmo sendo muito bem atendidos, simplesmente ignoram a prática e saem sem deixar nenhuma contribuição. Para isso, há duas explicações plausíveis: ou o indivíduo é "mão-de-vaca", ou está mau informado mesmo.
O brasileiro Caio Spessoto, de 26 anos, trabalhou como garçom em um restaurante de Londres de 2008 a 2009. Nos bares e restaurantes da Inglaterra, a taxa de serviço, que varia entre 10 e 12%, é normalmente incluída na conta do cliente. Fora isso, existe a gorjeta, que é um hábito comum entre os ingleses – a qual é aconselhável contribuir com outros 10%.
Caio lembra de ter ficado chateado quando estrangeiros, principalmente os brasileiros que frequentavam o restaurante, mesmo sendo muito bem atendidos, não deixavam a porcentagem esperada pelo seu atendimento. “Por já ter pago o serviço, o brasileiro não se sente obrigado a dar tips”, explica ele. Mais incomodados ainda ficavam os funcionários de nacionalidade francesa, que são culturalmente mais rígidos quanto ao reconhecimento em dinheiro pelos serviços prestados.
Observando a questão por detrás do balcão, dá para entender porque em muitos países a gorjeta se estabelece como uma norma. Para não restar dúvidas e descobrir quando e com quanto é aconselhável contribuir.
Fonte: uol.com.br
TAGS: gorjetas, bares, restaurantes, país
Comentários
(1)
(20)