Um dos aspectos mais significativos que marcam os estudos em antropologia do turismo é o da mudança cultural percebida em sociedades hospedeiras em consequência do impacto de um fluxo turístico. Muitas vezes essas mudanças são acompanhadas de uma reorganização da população hospedeira em linhas étnicas, ou seja, com o estabelecimento de etnicidades orientadas para o turismo. O artigo pretende examinar as relações entre turismo e etnicidade em termos teóricos e tentar promover uma melhor compreensão do turismo étnico para o meio acadêmico. Podemos dizer que, devido, paradoxalmente, ao processo de globalização, a medida reacenderá no Brasil a criação de novas tendências mercadológicas, como o turismo étnico, que se tornou realidade em outras nações. Por sermos uma nação multirracial, essa segmentação turística - devido aos incontáveis benefícios que pode gerar para as políticas sociais de todo o País -, tem tudo para aumentar a receita do Rio de Janeiro e de outros estados. Resultante do contato direto entre grupos étnicos de países diferentes com o mesmo perfil antropológico, e gerador de fortes vínculos de amizade e solidariedade entre o grupo receptivo e o visitante, o turismo étnico não implica grandes investimentos.