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1 de outubro de 2009
No presente ensaio trata-se da dimensão tempo-espaço na evolução da realidade humana e busca resposta para a seguinte questão: essa dimensão é uma categoria útil para a compreensão das organizações? Por quê? Argumenta-se que sim, porque ela amplia o poder explicativo dos objetos que compõem as organizações, as quais se configuram de maneira distinta conforme o tempo-espaço em que são concebidas e praticadas. O ensaio parte da premissa leibiniziana de que o tempo é uma ordem de sucessões e o espaço uma ordem de coexistências. Vale-se da reflexão dos autores sobre o tema, em um processo argumentativo, que procura justificar que o tempo-espaço e as formas de organização da sociedade assinalam o habitus social em diversas temporalidades e que a semiologia determinante da contagem do tempo permitiu estabelecer a seqüência evolucionária da organização e das técnicas no interior das civilizações. Na presente atualidade, o tempo-espaço é uma variável fundamental na dinâmica da economia global e nas relações sociais e culturais. Se, na física, o tempo e o espaço ganharam novas conceituações, numa ruptura com a teoria newtoniana, nas ciências sociais revela-se ser o tempo-espaço socialmente construído, logo, os eventos sociais representam a dimensão humana da espaciotemporalidade.O tempo marca a sucessão dos eventos relacionados com os espaços criados. É uma simbologia humana para registrar as sucessões.As organizações, quaisquer que sejam suas formas, atuação e objetivos representam sempre novos espaços criados, novos objetos de coexistência e de inter-relações. O tempo marca a sucessão dos eventos relacionados com os espaços criados. Este ensaio apresenta o tempo-espaço como visto pela física e pelas ciências sociais; argumenta que ele é socialmente construído e explicita como essa construção se evidencia nas organizações globais.
Para ler o artigo na íntegra, acesse o site: http://www.scielo.br/pdf/rac/v9n2/v9n2a06.pdf
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