O processo de adoção é algo extremamente delicado
O processo de adoção requer adaptação da criança, no entanto, esse processo torna-se ainda mais difícil quando o órfão é mais velho e precisa de apoio na hora de se adaptar à nova família.
Segundo um estudo realizado pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), além do nível pessoal de resiliência, o que determinará se a criança será mais propensa ou não a desenvolver problemas de comportamento no futuro é o tempo que ela passou em um orfanato.
Para a pesquisa, as especialistas analisaram 52 crianças de diferentes países com idades entre seis e 11 anos em vários países e que moravam na Espanha. Essas crianças foram comparadas com um grupo de 44 não adotadas.
Foi constatado que o maior tempo em que as elas passaram no orfanato antes de serem adotadas e a disposição em desenvolver problemas comportamentais como depressão, atenção e dificuldades de adaptação e habilidades sociais foram coincidentes com resultados de pesquisas já realizadas anteriormente.
“O processo de adoção é algo extremamente delicado, assim como a adaptação da criança à nova família. É preciso que esta família esteja emocionalmente preparada para receber esta criança para que o ambiente seja acolhedor e equilibrado, proporcionando, assim, um desenvolvimento mais saudável”, relata a psicóloga e tutora do
Portal Educação, Denise Marcon.
A pesquisa também comprovou que crianças de países como Bulgária, Ucrânia e Rússia apresentam mais dificuldades de adaptação e são mais propensas a ter problemas de atenção. Pesquisadoras acreditam que tais diferenças estão relacionadas às condições específicas da gravidez e nascimento como, por exemplo, o consumo de álcool e tabaco durante a gravidez.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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