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26 de fevereiro de 2009
Por que a educação da família é importante?
Os membros da família terão muitas questões sobre os sintomas da mania e da depressão, o tratamento e o prognóstico para o futuro. A educação para membros da família sobre transtorno bipolar tem duas funções. Primeiro, isso os ajuda a lidar com suas próprias dores e sofrimentos e os prepara para tempos difíceis que podem vir. Segundo, os coloca como participantes ativos no processo de tratamento.
Aqueles que residem junto, que têm contato regular, ou que possam assistir pacientes com tratamento devem ser envolvidos no processo de educação. Esposos(as), filhos e pais são bons candidatos. Algumas vezes, amigos da família são incluídos também. A real questão é: quem o paciente quer envolver no tratamento? É necessário medir o envolvimento de outros membros significativos, atendendo à necessidade de cada indivíduo. Como sempre, é importante para o médico proteger a confidência da informação do paciente e solicitar permissão do paciente antes de comunicar informações clínicas aos outros significantes.
Quando educar pacientes e membros de sua família
Todo contato com pacientes e membros de sua família é uma oportunidade para educá-los sobre o convívio com transtorno bipolar. O momento mais adequado é quando o diagnóstico inicial é realizado. Freqüentemente, isso ocorre em uma sala de emergência ou unidade hospitalar, quando o paciente está gravemente doente. Quando o estado mental do paciente está claro, começa o processo de educação. A equipe de tratamento deve estar preparada para responder questões, como:
• "O que aconteceu comigo?"
• "O que causou isto?"
• "Por que eu tenho de tomar esta medicação?"
• "Eu tenho de tomar esta medicação o resto da minha vida?"
• "Quando eu vou poder sair do hospital?"
• "Quando eu voltarei ao normal?"
• "Isto vai acontecer de novo?
Mudanças cognitivas em mania
O propósito é iniciar o treinamento dos pacientes para monitorar os seus pensamentos distorcidos ou pensamentos irritáveis que podem sinalizar o começo de mania e intervir com métodos que contenham e organizem os sintomas cognitivos. Quando os pacientes encontram seus pensamentos marcados por aumento de interesse em realizar um grande número de atividades, autoconfiança aumentada ou grandiosidade, ou quando seus pensamentos estão mais dispersos ou desorganizados, eles podem usar esses pensamentos como sinal para início do monitoramento dessas mudanças, as quais podem anunciar um episódio maníaco ou hipomaníaco, mais precisamente, e intervir de forma apropriada.
As mudanças cognitivas associadas com início de hipomania e mania são freqüentemente sutis no início do curso do episódio. Ao ensinar os pacientes a monitorar esses pensamentos, deve-se considerar a evolução de mania como sintomas que se tornam clinicamente notáveis.
Objetivos da sessão
1. Revisar os tipos de pensamentos que podem servir como indicadores do começo de mania.
2. Treinar pacientes a identificar alteração de humor positivo e pensamentos associados a hipomania e mania.
3. Praticar a aplicação dos métodos de reestruturação cognitiva para cognição distorcida pela hipomania.
4. Ensinar métodos para avaliação de planos antes da ação.
Procedimentos
1. Estabelecer adesão e aliança terapêutica.
2. Revisar a análise lógica dos pensamentos automáticos sobre o tema da última sessão.
3. Revisar os pensamentos distorcidos que estão associados com início de hipomania ou mania. Pedir aos pacientes exemplos pessoais de seus pensamentos quando hipomaníaco ou maníaco.
4. Usar registros de pensamentos automáticos como um guia para ensinar pacientes a identificar seus pensamentos distorcidos.
5. Discutir como e quando monitorar pensamentos que podem anunciar mania. Aplicar uma técnica de reestrutura cognitiva para avaliar pensamentos distorcidos e por conseqüência modificá-los. Discutir quando notificar os psiquiatras dessas mudanças cognitivas.
6. Ensinar técnicas de vantagens e desvantagens e o conjunto de objetivos.
7. Atribuir tarefa de casa.
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