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29 de janeiro de 2009
Conclusão
Cavalcante (1997), ao analisar a depressão sob o ponto de vista behaviorista radical lembrou que um transtorno psiquiátrico deve ser compreendido a partir de padrões de interação do organismo com o ambiente e, ainda, de probabilidades de ação. O mesmo raciocínio deve ser aplicado a qualquer padrão comportamental, incluindo aqueles que envolvem respostas obsessivo-compulsivas.
Essas considerações remetem à necessidade de o terapeuta analisar e intervir sobre todos os aspectos da vida do indivíduo, tendo como meta não apenas a diminuição da freqüência e intensidade de respostas obsessivo-compulsivas e de outras respostas pertencentes à mesma classe. A análise e alteração de padrões comportamentais que provavelmente vêm trazendo sofrimento ao cliente e às pessoas relacionadas a ele é primordial para uma maior extensão dos resultados alcançados com a terapia e para uma real melhora na qualidade de vida.
As estratégias aqui apresentadas pretendem servir de ponto de partida para novas reflexões e pesquisas a respeito do tratamento de problemas relacionados ao comportamento obsessivo-compulsivo. Há muito que percorrer em termos de pesquisa e aplicação para se alcançar métodos eficazes e comprovados de intervenção e acreditamos que o corpo de conhecimento da análise do comportamento pode contribuir substancialmente neste sentido.
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1 Parte deste trabalho está relacionado à introdução do Projeto de Mestrado da primeira autora, sob orientação de Prof. Dr. Roberto A. Banaco, no Programa de Estudos Pós Graduados em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento da PUC-SP.
2 Apresentação realizada na Mesa-Redonda: “Terapia Analítico-Comportamental para Transtornos Psiquiátricos: Alternativas ao Atendimento Tradicional e Contribuições da Pesquisa”, X Encontro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental , Campinas, setembro de 2001.
3 Mestre em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Psicóloga colaboradora da ASTOC – Associação Brasileira de portadores de síndrome de tourette, tiques e transtorno obsessivo-compulsivo. Endereço para correspondência: josinger@uol.com.br
4 Docente no Centro Universitário Nove de Julho (UNINOVE). Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Endereço para correspondência: dzamig@terra.com.br
5 Em busca de maior consistência com a abordagem teórica, o termo ‘transtorno obsessivo-compulsivo’ (TOC) vem sendo evitado por analistas do comportamento, tais como Zamignani (2000, 2001) e Guedes (2001), devido à sua afinidade com modelos diagnósticos topográficos. Ao invés dessa denominação, vem sendo utilizado o termo ‘comportamento obsessivo-compulsivo’, pois se considera que este seja composto por respostas (abertas e encobertas) que interagem com eventos ambientais.
6 Existem diferentes correntes teóricas que são associadas ao termo ‘terapia comportamental’. Na literatura, o termo ‘terapia comportamental’ tem sido associado principalmente ao movimento cognitivista. De forma a caracterizar a terapia baseada nos princípios da análise do comportamento, diferenciando-a das terapias cognitivas, alguns autores adotaram o termo terapia analítico-comportamental (e.g. Cavalcante, 1999) que será utilizado neste trabalho.
7 Para uma definição diagnóstica mais completa do Transtorno Obsessivo-Compulsivo, recomenda-se a utilização do DSM-IV (APA, 1995).
8 A sigla refere-se ao nome original da terapia: Functional Analytic Psychotherapy.
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