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Diagnóstico estrutural de personalidade em psicopatologia psicanalítica


26 de dezembro de 2008


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Aiello-Vaisberg, T. M. J. A., & Machado, M. C. L. (1999). Structural Diagnosis of Personality in Psychoanalytical Psychopathology. Psicologia USP, 10 (2), 29-48.

Abstract: This article presents the structural diagnosis of personality, as a clinical practice based on Psychoanalytic Structural Psychopathology and established from Bleger, Bergeret and Winnicott’s theoretical conceptions. The aim of this diagnosis consists on guiding the psychoanalyst through clinical decisions about peculiar techniques and strategies, depending on the kind of psychopathology of each particular case. Projective Procedures, transitionally used on clinical interviews, are specially mentioned, once they provide the access, in a ludic and creative basis, to the latent logical-emotional determinants related to human manifestations.

Index terms: Psychopathology. Psychoanalysis. Psychodiagnosis. Personality development. Projective techniques.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Endereço para correspondência: Instituto de Psicologia. Av. Prof. Mello Moraes, 1721, São Paulo, SP - CEP 05508-900. E-mail: tanielo@uol.com.br

2 Endereço para correspondência: Instituto de Psicologia. Av. Prof. Mello Moraes, 1721, São Paulo, SP - CEP 05508-900. E-mail: mclmachado@uol.com.br

3 Ou seja, o campo determinante do significado das condutas humanas. Desta feita, é possível, mediante o uso do método psicanalítico, apreender/construir o significado de qualquer produção humana a partir da interpretação das subjetividades individuais ou grupais nela expressas. Neste sentido, uma obra literária, por exemplo, é dotada de um inconsciente relativo próprio, que transcende a subjetividade pessoal de seu autor e que se exprime na conduta de cada personagem, no desenrolar da trama, etc.

4 Ao assinalar a possibilidade de uma "normalidade psicótica," o ponto de vista de Bergeret coincide com o de Winnicott (1988/1990), quando este autor afirma que: "O psiconeurótico funciona, aparentemente, a partir da consciência, sentindo-se pouco à vontade com o que se encontra fora da mesma. O desejo de conhecer a si próprio parece ser uma característica do psiconeurótico. Para estas pessoas, a análise traz um aumento da autoconsciência, e uma tolerância maior para com o que é desconhecido. Já os pacientes psicóticos (e as pessoas normais de tipo psicótico), ao contrário, pouco se interessam por ganhar maior auto-consciência, preferindo viver os sentimentos e as experiências místicas, e suspeitando do autoconhecimento intelectual ou mesmo desprezando-o. Estes pacientes não esperam que a análise os torne mais conscientes, mas aos poucos eles podem vir a ter esperanças de que lhes seja possível sentir-se reais."

5 Khan (1970/1977) entende que, no caso de pacientes não neuróticos, a cura deve ser empreendida por meio de uma espécie de aliança com a prática de autocura do paciente (p. 122) e explica que esta consistiria na criação e crescimento de novas capacidades a partir da experiência analítica. Winnicott (1971/1975) afirma que cabe ao analista desenvolver a capacidade de seu paciente para um viver criativo, com base no sentimento de autenticidade do self. Neste sentido, o processo de "cura" é voltado para o cultivo de um bem e não para a extirpação de um mal, o que se reflete diretamente no modo de condução da análise. Pensamos que, especialmente no caso das estruturas psicóticas ou das organizações limites, a questão da cura associa-se diretamente à atualização do potencial criativo individual tolhido durante crescimento emocional devido a deficiências ambientais. Isto pode ser empreendido por meio do desenvolvimento de um espaço potencial entre o par analista-analisando, onde angústias mais primitivas podem ser adequadamente contidas e melhor toleradas.

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