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Interação entre terapeutas comportamentais e clientes diagnosticados com transtorno obsessivo-compulsivo


6 de junho de 2008


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Denis Roberto Zamignani; Maria Amalia Pie Abib Andery

Palavras-chave: terapia comportamental; transtorno obsessivo-compulsivo; relação terapêutica.

Este artigo procura caracterizar a interação entre dois terapeutas comportamentais no atendimento de clientes com o diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).


Em muitos trabalhos de autores de abordagem comportamental ou cognitivo-comportamental (Freeston & Ladouceur, 2003; Salkovskis & Kirk, 1997), o comportamento obsessivo-compulsivo é interpretado basicamente como um comportamento de esquiva. O procedimento de exposição com prevenção de respostas, que consiste no enfrentamento sistemático e gradual dos estímulos chamados ansiogênicos (Riggs & Foa, 1999), seria então recomendado como a principal estratégia de intervenção. Assim, autores como Salkovskis e Kirk (1997) e Freeston e Ladouceur (2003) propõem como critério para a escolha das técnicas de intervenção o próprio diagnóstico psiquiátrico e utilizam basicamente procedimentos padronizados.


Enquanto críticos da aplicação generalizada de técnicas e procedimentos padronizados, é importante que, em contrapartida, os terapeutas analistas do comportamento tenham à sua disposição um conjunto de estratégias de intervenção que viabilizem o atendimento a esse tipo de população, já que existe uma demanda para tal atendimento. Essas estratégias, entretanto, devem responder à exigência de uma análise individual, consistente com os pressupostos da análise do comportamento.


A questão levantada no presente trabalho, portanto, foi se os problemas apontados na classificação diagnóstica e na literatura clínica de casos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo poderiam levar a uma inconsistência na prática do terapeuta com relação aos pressupostos teóricos por ele adotados, quando do atendimento a essa população. Em vista disso, teve-se como objetivo a caracterização da prática verbal (vocal) de dois terapeutas autodenominados analistas do comportamento no atendimento de dois clientes com o diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo. Por meio desta caracterização, pretendeu-se identificar elementos da prática destes terapeutas no atendimento de clientes com este diagnóstico que fossem consistentes (ou não) com os pressupostos da análise do comportamento.

Para ler este artigo na íntegra clique aqui.

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