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Desenvolvimento e aprendizagem de crianças com deficiência física

Artigo por Rafaela Simiano - sábado, 27 de julho de 2013

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O deficiente físico deve  estruturar-se como sujeito ativo na sociedade
O deficiente físico deve estruturar-se como sujeito ativo na sociedade
RESUMO

O presente artigo tem como objetivo apresentar as possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem de crianças com deficiência física e como surgiu, na história do Brasil, o trabalho direcionado a atender pessoas com deficiência. Com base no objetivo proposto foi feito um estudo bibliográfico e descritivo acerca das habilidades que podem se trabalhar e desenvolver como aspecto modificador no processo do desenvolvimento educacional das pessoas com deficiência física, que se diferencia do desenvolvimento de uma criança normal apenas pelo tempo cronológico que leva em consideração as fases do desenvolvimento. Sendo assim, as vivências que permeiam este processo são expostas da mesma maneira para todos, mesmo que sua significância seja uma experiência impar para cada um. Observou-se que, além de toda a adaptação que o sistema educacional deve ter para receber e educar o deficiente físico - estrutura física, educadores, normas de inclusão - é necessário também, que o próprio deficiente sinta necessidade de se adaptar e estruturar-se como sujeito ativo na sociedade.


INTRODUÇÃO

O presente artigo foi elaborado com objetivo de um estudo que vise a compreensão a cerca do processo de aprendizagem e desenvolvimento de crianças com deficiência física, dentre os quais envolvem não só adaptações de politicas como também de materiais didáticos.

A ampliação dos direitos relacionados aos deficientes no âmbito educacional possibilitaram a inclusão e o crescimento de possibilidades que estimulem o desenvolvimento de novas habilidades para as crianças com deficiência física. Propondo assim que, embora necessitem de estímulos diferentes, precisam da inter-relação que o contexto escolar oferece.


PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

Algumas das dificuldades relacionadas ao desenvolvimento de crianças com deficiência estão relacionadas à indefinição do conceito de deficiência tanto para o modelo médico quanto social, de acordo com Maciel (2000), este fato transforma as pessoas deficientes (seja qual for o tipo de deficiência) em alguém incapaz e sem direitos, sempre deixado em segundo plano.

Segundo Nogueira (2008) citado por Souza e Tavares (2010), no decorrer da história da humanidade o deficiente sempre foi visto como vítima, no século XV, na Roma Antiga as crianças que nasciam com alguma deformidade eram jogadas nos rios ou esgotos ou ainda deixadas nas igrejas, em abrigos onde em que ficavam isoladas da convivência social. Estas pessoas eram vistas pelo oque faltava no seu funcionamento, não havia o pensamento contemporâneo em suas habilidades ou capacidades, eram desprezadas por não saber ou conseguir nenhuma função ativa na sociedade (JANUZZI, 2004).

A educação para pessoas com deficiência no Brasil teve como marco a criação do Instituto Menino Cego em 1854, hoje é o Instituto Benjamin Constant, e também do Instituto dos Surdo-Mudos em 1857, que hoje é o Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES. O incentivo a educação especial iniciou-se de forma isolada, beneficiando mais as deficiências auditivas e visuais e em menor escala a deficiência física. Nos anos 50 o governo federal assumiu o atendimento educacional de pessoas com deficiência e começou com a implantação de campanhas voltadas para todos os tipos de deficiência (MIRANDA, 2004).

De acordo com Bobbio (1992), as mudanças mais significativas ocorreram no século XX. As pessoas com deficiências passaram enfim a ser considerados cidadãos e a possuir direitos e deveres com relação à sociedade. A Constituição Federal de 1988, preconiza que o bem estar deve ser um direito de todos sem qualquer forma de preconceito no que diz respeito à origem, raça, cor, sexo ou qualquer outra forma de discriminação. A Inclusão Social e a Educação Especial no Brasil estão dispostas pela Lei n. 7.853, de 24 de outubro de 1989, em que a inclusão, no sistema educacional, da Educação Especial como modalidade educativa deve abranger a educação precoce até a reabilitação profissional, com currículos e exigências a diploma.

A deficiência física, de maneira geral, pode ser entendida como a apresentação de algum comprometimento de uma ou diversas funções motoras de um organismo físico, podendo variar de grau (leve moderada ou grave) de acordo com cada indivíduo e sua abrangência. Na sociedade esta é uma definição que merece atenção, pois é a partir do entendimento e compreensão do que é a deficiência física e quais as necessidades que esta abarca que são tomadas decisões com objetivo de melhorias no atendimento, inclusive educacional destes indivíduos (GODÓI, 2006). Segundo Lévi-Strauss, citado por Godói (2006), as diferenças existem e não devem ser escondidas, é preciso reconhecê-las e assumi-las.

A deficiência física pode ainda ser entendida como a dificuldade de movimentação que impeça a pessoa de uma vida independente, ou ainda como uma desvantagem que limita ou mesmo impede a locomoção motora, resultante de uma incapacidade ou comprometimento. Pode também ser percebida como um distúrbio da estrutura anatômica ou de sua função que impeça ou dificulte a atividade motora do indivíduo (TEIXEIRA, 2010).

Nos últimos anos a educação escolar para alunos com deficiência vem ganhando atenção devido ao aumento dos mesmos às escolas comuns e também pelo fato de gerar desafios pedagógicos aos professores. A inclusão destes alunos no âmbito escolar não possui sentido algum se não estiverem inclusos em processos significativos de aprendizagem, porém é pertinente que a escola se adeque as modificações necessárias para oferecer a este indivíduo as devidas oportunidades pedagógicas (BERNAL, 2010).

O desenvolvimento não ocorre da mesma forma para todas as crianças, pois cada uma delas possuem características estruturais e genéticas diferentes. Godói, Galasso e Miosso (2006) salientam que o desenvolvimento da criança deficiente física ocorre como da criança sem deficiência, a diferença esta nas fases do desenvolvimento e no tempo cronológico, sendo que a criança com deficiência física inicia seu desenvolvimento mais tarde devido ao seu ritmo na execução de suas ações.

De acordo com Bernal (2010), a criança com deficiência física como todas as outras deficiências se desenvolve através das vivências sociais que englobam o âmbito familiar, o espaço escolar ou até mesmo o ambiente terapêutico a final todos são espaços de ensino.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Rafaela Simiano

Formação acadêmica/titulação 2010 Graduação em andamento em Psicologia. Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, UNIDAVI, Brasil. Bolsista do(a): programa universidade para todos. 2006 - 2008 Ensino Médio (2º grau). Escola de Educação Básica Cacilda Guimarães. 1998 - 2005 Ensino Fundamental (1º grau). Escola de Educação Básica Cacilda Guimarães.