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Classificação dos Distúrbios do Sono

Artigo por Colunista Portal - Educação - quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

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Classificação Diagnóstica dos Distúrbios do Sono
Classificação Diagnóstica dos Distúrbios do Sono
A primeira classificação internacional dos distúrbios do sono foi publicada no número um e dois da revista Sleep, em 1979, por um grupo de investigadores, principalmente da Europa e dos Estados Unidos, pertencentes à Associação dos Centros de Distúrbios do Sono e à Associação para o Estudo Psicofisiológico do Sono. Os distúrbios do sono, assim como outras doenças, são agrupados de acordo com o esquema que relacione entre si certas características comuns ou sintomas similares.

Há de se ordenar as alterações já conhecidas com descrições precisas em quadros que lhes deem uma identidade. Além disso, uma classificação adequada facilita o enquadramento e a compreensão do código físico que relatam os pacientes (BLANCO, ANO apud REIMÃO, 1996).

Na introdução da classificação de 1979 tem-se que:


“O sono comprometido e a vigília inadequada são fontes inestimáveis de sofrimento humano. Muitos indivíduos tiveram arruinadas suas chances de um desempenho social favorável, uma vida familiar gratificante ou uma ascensão em seu trabalho pelos sintomas provenientes de seus distúrbios de sono ou despertar. O ímpeto para o desenvolvimento desta Classificação Diagnóstica dos Distúrbios do Sono e Vigília proveio dos pedidos de nossos pacientes aos médicos, durante muitos anos, para que os ajudassem a solucionar seus distúrbios do sono, pedidos estes que, por falta de informação, tradicionalmente, caíam em ouvidos surdos” (BLANCO, ANO apud REIMÃO, 1996, p.).

Isso também nos leva à reflexão de que as classificações diagnósticas, embora com suas críticas consideráveis, são muito úteis para a comunicação entre os profissionais da área de saúde. Houve uma grande difusão dessa primeira classificação nos países do hemisfério norte (Europa e Estados Unidos), levando a um grande avanço nos estudos, diagnósticos, pesquisas e tratamentos dos distúrbios do sono, o que veio a favorecer a reordenação e a ampliação do conhecido, e a criação de uma nova classificação, a de 1990, feita pela Associação Americana dos Distúrbios do Sono (ASDA), em conjunto com as associações similares da Europa, Japão e América Latina.

A atual classificação de 2000 não é conhecida no mundo todo, daí a necessidade de uma maior divulgação da mesma em pesquisas e publicações. Ela lista 88 distúrbios do sono – mais ampla que a de 1979 –, cada qual com detalhes descritivos, diagnósticos específicos, gravidade e critérios de duração. Há códigos informativos para propósitos clínicos e de pesquisa.

Os “distúrbios do sono propostos” são categoricamente requisitados pelos rápidos avanços da Medicina do Sono, a qual tem levado a termo o descobrimento de diversos novos distúrbios do sono (THORPY, ANO apud CHOCKROVERTY, 1994). Os distúrbios do sono propostos não aparecem na classificação de 1979, assim como o conceito de dissonias, que são alterações que produzem dificuldades para o início ou manutenção do sono ou sonolência excessiva.

Na Classificação Diagnóstica das Alterações do Sono e Vigília, de 1979, as dissonias se encontravam entre as afecções enumeradas nas duas primeiras seções (“Distúrbio de iniciar e manter o sono - Insônia” e “Distúrbio de sonolência excessiva”). Na classificação de 1990, predominou outra orientação para classificar as patologias do sono; pode-se dizer que os seus termos, na prática clínica diária, geram mais dúvidas ao usuário. Tanto em 1979, como em 1990, há a inclusão de síndromes ou quadros definidos e já conhecidos, como afecções recentemente descritas ou não reconhecidas como tais no espectro de patologias gerais.

A classificação de 1979 é mais específica com relação ao fato de que as alterações por sonolência excessiva ou insônia já não surgem em dois grupos independentes, mas sim como parte de quadros descritos distintamente, ou seja, são consideradas como sintomas e não como entidades definidas por caracteres específicos. Surge, em de 1990, o item “ronco primário” e outros temas como a “síndrome de morte súbita infantil” e a “apneia de sono do lactente” (BLANCO, ANO apud REIMÃO, 1996).

Os primeiros sistemas de classificação foram baseados primariamente em sintomas, mas formaram a base para as classificações modernas. A atual foi primariamente desenvolvida para estudos diagnósticos e epidemiológicos e não vem a ser uma listagem de diagnóstico diferencial dos distúrbios do sono (THORPY, ANO apud KRYGER, 1994); ela tem, inclusive, influenciado outras classificações, como a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (Classificação Internacional de Doenças versão número 10) da OMS e o DSM-IV da Associação Americana de Psiquiatria (APA).
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