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A importância da motivação no asilo

Artigo por Larissa Link - domingo, 24 de junho de 2012

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A importância da motivação no asilo
A importância da motivação no asilo

Segundo Bartholo, 2003, o termo “asilo” é tradicionalmente empregado com sentido de abrigo e recolhimento, usualmente mantidos pelo poder público ou por grupos religiosos. O estatuto do idoso (Ministério da Saúde, 2003), afirma que somente possui consentimento para funcionamento de instituições asilares aqueles que estão inscritos junto ao órgão competente da vigilância sanitária e aos conselhos de idosos. Em caso de descumprimento das determinações da lei, tais entidades estão sujeitas a penas, desde de advertências até o fechamento delas, se não governamental; e advertência à proibição de atendimento, passando por multa e suspensão parcial ou total de repasse de verbas públicas, se governamentais. De acordo com Prado e Petrilli, (2002), diante das pesquisas realizadas, os principais motivos para a admissão de idosos em asilos, é a falta de respaldo familiar relacionado a dificuldades financeiras, distúrbios de comportamento, e precariedade nas condições de saúde.

De acordo Oliveira et.at (2006), as pessoas que são admitidas no asilo se tornam membro de uma nova comunidade. Geralmente vivenciam uma radical mudança de seus vínculos afetivos, convivendo cotidianamente com pessoas com nenhum vínculo afetivo. Independentemente da qualidade da instituição, ocorre normalmente o afastamento da vida “normal”. O idoso torna-se obrigado a se adaptar e aceitar normas e regulamentações da instituição, como por exemplo, os horários e alimentação. Nos asilos privados, os idosos são individualizados e possuem uma dieta individual e adequada, com atividades recreativas, porém, com o custo bem maior. Os asilos públicos possuem uma dinâmica diferenciada, porém, igualmente excludente. Já nos asilos públicos, onde se encaixa a maioria dos asilados, não se realiza do mesmo modo que o privado. Além da maioria dos asilos públicos não possuir um número de profissionais qualificados para a prestação dos serviços, a dieta oferecida, muitas vezes não é correta, não há espaços como pátios ou jardins para realização de atividades recreativas, entre outras, garantir uma qualidade de vida e um bem estar para os idosos.

Às vezes devido às dificuldades do próprio envelhecimento, o idoso fica desanimado para determinada atividade ou até mesmo vencer um período de tratamento. Para estes casos é importante mensagens de motivação, elogios, reconhecimento dos mínimos detalhes de mudanças. O ser humano é um maravilhoso organismo capaz de perceber eventos, formular juízos complexos, recordar informações, resolver problemas e por um plano de ação. Contudo, esse inteirado aparelho pode ser usado para planejar uma guerra como para explorar o espaço exterior, para humilhar outra pessoa ou confortar os enfermos, obter o reconhecimento, o domínio ou a amizade.

Os usos que uma pessoa der as suas capacidades humanas dependem da sua motivação, seus desejos, coerências, necessidades, ambições, apetites, amores, ódios e medos. A motivação é o processo pelo qual a pessoa cria um motivo próprio e uma satisfação profunda na concretização de um objetivo ou na busca de um ideal. Entende-se como motivo, a condição interna do individuo que assume como algo seu o que tem de ser alcançado. Os objetivos são as metas, propósitos, intenções, ideais, compromissos, vontades ou necessidades. O interesse na motivação não se limita aos psicólogos. Todos nós possuímos ideias particulares sobre o que faz as pessoas pulsarem de atividade e, de fato uma concepção dessa natureza será necessária, para progredir na vida. Indagamos com frequência o que uma pessoa quer, o que poderá influenciá-la, o que é importante para ela.

Durante séculos, filósofos e teólogos debateram a natureza do homem. Ao fazê-lo formularam, com frequência perguntas e extraíram conclusões sobre a motivação; Por exemplo, o filosofo inglês do século XV Thomas Hobbes acreditava ser o homem fundamentalmente egoísta, destrutivo e brutal. No século seguinte, John Locke, um veemente defensor do governo parlamentarista, escreveu que a natureza original do homem é pacifica com sentimentos de boa vontade e cooperação para com os seus semelhantes. É evidente, pois, que os nossos conceitos de motivação humana têm influencia penetrantes em nossa vida. A questão é apurarmos até que ponto essas concepções são exatas. Tanto Hobbes como Locke argumentaram em favor de suas respectivas posições, embora possamos suspeitar de que as convicções publicas de ambos ditaram suas opiniões sobre a natureza humana.

A motivação distingue-se de outros fatores que também influem no comportamento, tais como experiências passadas da pessoa, suas capacidades físicas e a situação ambiente em que se encontra. Uma pessoa é motivada, em qualquer momento por uma variedade de fatores internos e externos. A força de cada motivo e o padrão de motivos influi na maneira de como vemos o mundo, nas coisas em que pensamos e nas ações em que nos empenhamos.


Referências

BARTHOLO, M.E.C. No último degrau da vida: um estudo no asilo Barão de Amparo, no município de Vassouras: Revista de Mestrado em História, 2003.

 

BRASIL, Estatuto do idoso. Redação final do Projeto de Lei da Câmera n º 57 de 2003 (n º 3.561, de 1997, na Casa de origem.) Art. 3 º, Art. 4 º, Art. 37 º, Art. 43 º

 

OLIVEIRA, Camila Ribas Marques de; SOUZA, Carolina da Silva; FREITAS, Thalita Martins; RIBEIRO, Claudio. Idosos e família: Asilo ou casa. Acessado: www.psicologia.pt/artigos/textos/A0281.pdf

 

PRADO Telles, F.C.P.; PETRILLI, J F. Causas da inserção de idosos em uma instituição asilar. Escola Anna Nery – Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v.6, n. 1, p.135-143, 2002.

 

Autoras: Larissa Link, Renata Ferreira Porto e Elaine Cristina Coelho de Campos

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colunista

Larissa Link

Psicóloga pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (2012), pós graduanda em Psicooncologia: atendimento a pacientes com Câncer e terminais pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Saúde- CEPPS.