CURSOS ONLINE GRÁTIS NA COMPRA DE UM DOS 1400 CURSOS ONLINE

Sobre o conceito de memória

Artigo por Andrea Vermont - quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tamanho do texto: A A

A importância da memória para o sujeito cognoscente
A importância da memória para o sujeito cognoscente
Neste estudo objetivamos desenvolver e aprofundar os conceitos a respeito de Memória e suas implicações nos processos mentais, cognitivos e perceptivos no processo de aquisição de conhecimento.

Estudos de processos de processos mentais básicos passaram por grandes transformações nas últimas duas décadas, graças aos avanços da Neurociência e às mudanças conceituais nos métodos de experimentação. A identificação de correlatos neurais e a inclusão de dados de primeira pessoa em experimentos abrem novas perspectivas para a compreensão dos processos cognitivo-perceptivo, entre eles a memória.

A importância da memória para o sujeito cognoscente é reconhecida ao longo da história do pensamento em geral. Santo Agostinho, por exemplo, chegava a igualar mente e memória, afirmando que todo funcionamento psicológico depende da memória. Assim, aquisição de hábitos, a compreensão do significado das palavras, e o reconhecimento de si mesmo como uma continuidade no tempo são capacitações da memória (Agostinho, séc. IV).

De certa forma, a formulação de Agostinho chega a prognosticar remotamente uma ligação entre os conceitos da primeira psicologia da memória de Aristóteles, e os modelos contemporâneos das ciências cognitivas, nos quais a memória encontra-se distribuída como propriedade do processamento em praticamente todos os sistemas (Greenberg & Rubin, 2003).

Usaremos como embasamento teórico para pautarmos nossas discussões do conceito de Memória em Bertrand Russel.

O presente estudo recupera formulações de memória em momentos diferentes da história e da Filosofia, mais intentará destacar e desenvolver essencialmente dois polos do pensamento Russeliano de memória: memória como hábito e memória como crença, bem como todas as implicações do uso e assentimento destes dois conceitos.

Nos estudos dos textos Russel e mesmo de suas fontes de pesquisa, percebe-se que sua grande preocupação ao se ocupar do tema memória é: a implicação da definição e uso deste conceito para o conhecimento em geral (epistemologia), levando-se em consideração que em Russel a memória pressupõe o conhecimento como um todo, sendo assim imprescindível para o sujeito cognoscente.

Bertrand Russell fará uma análise das diferenças que podem ocorrer entre as diversas relações cognitivas (tais como a atenção, sensação, memória e imaginação), e uma explicação de como os dados cognitivos (tais como percepções e conceitos) tornam-se elementos do conhecimento.
CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Comentários


colunista

Andrea Vermont

Filósofa com Pós graduação em Filosofia Clínica e Doutoem Filosofia da Mente. Docente em diversas instituições de ensino, Consultora na área de Desenvolvimento Organizacional e Gestão de Pessoas. Autora e Palestarnte.Atualmente é Gestora de Programas Educacionaisna Algar Universidade de Negócios.