Os indivíduos em que predomina a função do pensamento são chamados de reflexivos
Vamos tratar aqui nesse artigo de desmembrar a
psicologia analítica sob a ótica das linhas de psicoterapia e arteterapia, que atuam e se fundamentam dentro das diversas vertentes. E uma das áreas da psicologia que consolidaram o uso da arte no processo de tratamento foi a Análise de Jung ou como é tratada a Psicologia Analítica.
Carl Jung foi o primeiro psicoterapeuta a utilizar a arte (pintura, escultura, bricolagem) como forma de expressão do inconsciente no tratamento com pacientes psicóticos (em razão de suas dificuldades de fala). Sua Psicologia Analítica baseava-se no conhecimento dos “mitos”, ou seja, dos discursos explicativos que não são “racionais e lógicos”, com uma lógica própria, que é contraditória, ambígua, paradoxal, lacunar, simbólica, figurativa, imaginativa, alegórica, arquetípica e estética.
A primeira leitura de mundo que formulamos está carregada de uma consciência mítica, ou seja, das características do discurso mítico; portanto, os mitos continuam a fazer parte de nossa vida, como uma das formas de pensar ou de imaginar o existir humano.
Os mitos procuram equacionar e responder aos desejos de nosso inconsciente, que são neles projetados pelo discurso ambíguo e paradoxal, por isso sua importância para a
arteterapia.
Para Jung as funções psicológicas fundamentais eram: pensamento, sentimento, sensação e intuição.