A arte de rua, um muro grafitado, uma parede desenhada, são transmissões de ideias
Nosso mundo é essencialmente visual, estamos cercados por imagens. Viver nos espaços urbanos é deparar-se com múltiplos estímulos visuais. No entanto, os apelos visuais não se limitam a espaços geográficos. Meios de comunicação como a televisão e a internet fazem circular imagens em tempo real por qualquer lugar do mundo. Isso faz com que um episódio do Japão possa ser visto no Brasil paralelamente ao fato. Por isso, mesmo em uma pequena cidade pode-se ter acesso ao mundo todo.
Os diversos apelos visuais interferem na compreensão que se tem sobre o dia a dia, a vida, o trabalho, a
política, os valores morais e contribuem para formular ideias sobre lugares, culturas, fatos.
Nosso cotidiano está povoado de imagens da mídia, propagandas, folhetos, fotos, imagens, reportagens, enfim, há muitas formas visuais. Todas essas formas correspondem a maneiras de interpretar o mundo. São maneiras de se integrar ao tempo e ao espaço.
As imagens postas em jogo no cotidiano instauram a necessidade de interpretação, isso porque são formas criadas a partir de certa cultura, dentro de uma ideologia, ou seja, não são neutras.
Ao criar uma determinada obra, o artista se vale da matéria construída socialmente. Como parte da cultura, a
arte é a maneira de indicar os caminhos poéticos trilhados por aquele grupo. Criar uma obra de arte vai além da utilização da linguagem (desenho, pintura, escultura), vai além do domínio técnico, porque criar uma forma demanda reflexão, conhecimento sobre o objeto. Além disso, a obra de arte comunica ideias (PEREIRA, 2007).