A arte é um fenômeno social, pois o artista é um ser social
Diferentemente de outros meios de comunicação e expressão, a arte torna a vida e o cotidiano rico em significados, mesmo quando não há uma consciência clara disso.
Sujeito e objeto se fundem em uma única composição, afirmando para o mundo, que há beleza nas diferenças, que a beleza emerge de diferentes formas e necessita do diferente para estabelecer uma nova forma.
O que se busca nas atividades artísticas é promover ao homem maior liberdade para a autoexpressão, libertando-se de amarras que o impedem de ser completo e viver plenamente sua condição humana.
Mesmo que aparentemente existam animais mais livres da dependência dos instintos ou reflexos automáticos, podemos dizer que existe um grande abismo entre o comportamento dos animais e o dos seres humanos. Para dar um só exemplo, mesmo o chipanzé mais evoluído possui apenas rudimentos do que permitiria desenvolver a linguagem simbólica e tudo o que dela resulta: aprender, reelaborar o conteúdo aprendido e promover o novo (invenção).
Isso quer dizer que a vida animal é, em grande medida, uma repetição do padrão básico vivido por sua espécie. Já o ser humano tem, individualmente e como espécie, a capacidade de romper com boa parte do seu passado, questionar o presente e criar a novidade futura. E a arte é prova disso, ou melhor, a arte pode servir como instrumento de interpretação deste universo cultural humano que o distingue dos outros seres vivos na face da terra.
Há estudiosos que veem na obra de arte uma manifestação pura e simples da sensibilidade do artista. Outros a encaram como uma atividade plenamente lúdica, gratuita, livre de quaisquer preocupações utilitárias ou condicionamentos exteriores a sua produção artística.