O trabalho da clínica é, justamente, ressignificar o passado
Como vocês devem saber, nós assistimos, atualmente, um aumento da expectativa de vida, e com isso cresce também para a população idosa e número de doenças relacionadas a essa faixa etária.
A Psicogeriatria é uma área da saúde mental que surge, justamente, para dar conta dos aspectos psicológicos e psicopatológicos que surgem com processo de envelhecimento.
Entre os transtornos mentais mais comuns na velhice, temos a depressão e as demências, a mais conhecida é a Doença de Alzheimer, mas nós temos outros tipos como: a demência mista, a vascular e outras.
A Psicogeriatria tem como modalidades de intervenção: Psicoterapia: TCC, psicanálise, terapia centrada na pessoa, ou seja, uma gama de abordagens psicológicas.
O que observamos na psicoterapia com idosos é uma dificuldade em lidar com as limitações advindas com o processo de envelhecimento, de se reconhecer como velho, dificuldade em lidar com a perda, morte, medo de morrer, sensação de impotência por não ter conseguido alcançar as metas que se colocaram ao longo da vida. Existe também uma perda de objetos de investimento e dificuldade de investir em novos objetos.
A tendência do idoso é se voltar para o passado. O trabalho da clínica é, justamente, ressignificar esse passado, de modo que ele possa investir no presente.
Avaliação Neuropsicológica: utiliza de testes específicos para avaliar diversos aspectos da cognição (por exemplo: memória, atenção, linguagem), de modo a estabelecer um perfil de habilidades e dificuldades do paciente. Ela complementa os dados dos exames de imagem. Entre seus objetivos estão estabelecer um diagnóstico diferencial e o planejamento de um trabalho de reabilitação. Então, por exemplo, para que possamos inserir os pacientes em oficinas terapêuticas, ou mesmo num trabalho na clínica particular, é importante, que eles passem por uma avaliação, na qual se possa ver em que estágio da doença ele está, que déficit está apresentando e quais funções merecem uma atenção maior.