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domingo, 18 de dezembro de 2011 - 18:47

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Separação conjugal e filhos pequenos

por: Vanessa Ebeling

O impacto da separação conjugal atinge toda a família
O impacto da separação conjugal atinge toda a família
O impacto da separação conjugal, atinge toda a família, em especial os filhos, quando ainda são crianças. Apesar deste processo, ser uma situação de crise, caracterizada por perdas, mudanças e sofrimento, a criança tem mais chances de desenvolver um psiquismo saudável, em um ambiente seguro, livre de tensões, discussões, desentendimentos e desavenças. É de extrema importância que os pais, mesmo separados, possam auxiliar seus filhos neste processo de separação tão ameaçador para uma criança.

São diferentes as dificuldades pelas quais os filhos passam, tais como: lidar com a saída do pai ou da mãe, adaptações necessárias em virtude das mudanças (residência, rotina, padrão de vida, etc.) e ainda a percepção em relação à luta dos pais contra sentimentos de culpa, raiva, frustração, fracasso e ansiedade. Esta luta entre o casal dificulta a disponibilidade afetiva aos filhos, impedindo ainda a existência de um ambiente estabilizador e continente. A criança acaba desenvolvendo sintomas de desamparo, culpa, confusão, raiva, entre outros.

Sem dúvida é um processo que não é superado da noite para o dia, nem por nenhuma das partes, porém, através de alguns ajustes necessários e manejos, é possível o enfrentamento para a superação progressiva, com menos prejuízos e danos. O processo inicial é o mais delicado e certamente exige mais de cada um dos membros, mesmo quando parece ser algo impossível de ajuste e manejo. Em virtude da fragilidade emocional é comum o sofrimento em ambos os cônjuges sofram.

Geralmente aquele que fica com a guarda das crianças, sente-se sobrecarregado e com muitas responsabilidades para administrar e dar conta em um só momento. É importante que a rede de apoio possa ser ampliada, através da família, amigos e outras pessoas que possam ajudar no cuidado com os filhos. Para o cônjuge que sai de casa, as dificuldades podem estar relacionadas a sentimentos de perda, falta de continuidade, culpa, confusão, distanciamento dos filhos e nova moradia.

No caso de filhos ainda bebês, é importante atentar ao fato da necessidade da continuidade na relação, para que o vínculo possa ser estabelecido. O vínculo se desenvolve na medida em que o progenitor participa e compartilha da rotina diária e dos cuidados da criança. Muitos homens consideram-se inadequados para o papel de cuidador, principalmente quando deixaram para a mãe esta tarefa da criação dos filhos e desta forma, se distanciam do relacionamento. 

O perigo desta fase corresponde à possibilidade do pai perder o contato com os filhos e a mãe desenvolver uma relação de intenso apego com estes, não permitindo espaço ao mesmo. A psicoterapia pode auxiliar os cônjuges na redefinição dos vínculos que devem ser transformados, possibilitando aos mesmos o reconhecimento de que um relacionamento de copaternidade beneficiará a eles e aos filhos, bem como na superação da crise provocada pela separação conjugal.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Vanessa Ebeling

Psicóloga Clinica - Especialização em Psicoterapia de Técnicas Integradas pelo Instituto Fernando Pessoa ( em curso ) . Experiência na área hospitalar com pacientes oncológicos e pediátricos. Experiência clinica com dependentes químicos e pacientes em situação de crise. Atuação clinica em consultório particular: atendimento individual, familiar e casal. Grupos educativos e terapêuticos.

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