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Aceitação e Felicidade


2 de fevereiro de 2012


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O relacionamento feliz depende da aceitação

O relacionamento feliz depende da aceitação. Aceitação significa aceitar as pessoas e a nós mesmos, acolhendo as imperfeições. Isto não significa concordar com as falhas do outro, mas simplesmente aceitá-las. Ao aceitarmos a nós e a outra pessoa pelo que se é, a energia usada para criticar pode ser utilizada para a construção do relacionamento. Esta aceitação é a busca do ser humano.

O ser humano ainda é preso às ideologias criadas ao longo de toda história, as quais influenciam muito seus pensamentos, sentimentos e ações. As posições e princípios são carregados de “certezas” que ditam como devemos ser e o que devemos ter para conquistar o sentido de pertencimento social. Tais conceitos são transmitidos através de gerações, afetando nossas instituições como família e escola.

Nessas instituições observamos conflitos e doenças, gerados pela falta de espaço para lidar com as questões que permeiam as relações como medo, ansiedade, raiva, culpa; suas implicações, diálogo e a construção de algo novo.

O novo assusta e o apego aos preconceitos dificulta a visão de quem se é e da própria realidade. A soltura propicia leveza e fluidez, libertando a pessoa de manter defesas que sustentam uma imagem de “perfeição”, implicando grande gasto de energia.

 A energia flui quando, realmente, se sente o que somos e o que queremos; conscientizando-nos e responsabilizando-nos por nossas atitudes e o que atraímos para a nossa vida.

Geralmente, nós atraímos situações e pessoas de acordo com o que vai dentro – aquilo que marcou e nos é familiar – positivo ou negativo, sofrendo pela repetição. O “olhar” para dentro, integrar e elaborar faz parte do processo psicoterápico.

A aceitação de algo que não vai bem é o primeiro passo para ser ajudado. É no silêncio e na paz interior que poderemos compreender e aceitar nossas experiências negativas, utilizando como instrumento de ajuda, o psicoterapeuta, a fim de traduzir o nosso mundo interno.

A cada um, cabe a sua própria evolução, através da vontade, do respeito por seus limites, da tranquilidade, da paciência e de estar feliz.

 

 

 

 
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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Juliana Campos Ferrarese

Psicóloga, Pedagoga e especialista em Psicoterapia Dinâmica Breve. Sou psicoterapeuta há 14 anos, atuando em consultório com pessoas de todas as idades. Atuei na inclusão de criança com Transtorno invasivo do Comportamento na área escolar, orientando pais e escola. Implantei projeto aulas hospitalares em Hospital municipal, propiciando bem - estar as crianças atendidas. Cursos diversos na USP.

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