Refletindo sobre a frase: "Eu sou eu e minha circunstância" - Ortega y Gasset, J.
Subjetividade docente: o meio social na constituição e suas consequências
Refletindo sobre esta ontológica frase de Ortega (1967): "Eu sou eu e minha circunstância" - Ortega y Gasset, J.
Podemos observar a circunstância como parte constitutiva daquilo que somos. Dessa maneira, este filósofo nos traz a ideia deste homem inseparável do espaço/tempo em que se situa.
No "Eu sou eu e minha circunstância", o ser, situado no espaço/tempo, circundado de coisas, faz-se e se define, tomando-os como partes constitutivas de si. Como também este “Eu” estando nativamente aberto a esta sua circunstância, ou seja, à realidade que o circunda. Sem dúvida, esta realidade é distinta deste Eu; mas, ao mesmo tempo, é inseparável dele; de modo que não há como tomar o Eu sem sua circunstância. (SANTOS, 1998/1999)
Portanto, no fulcro da ontologia orteguiana do homem, encontramos um modo de ser essencialmente devedor do seu espaço e de seu tempo. Assim, para pensar o ser do homem, Ortega sugere que comecemos pela realidade mesma que o envolve. Por uma metáfora, Ortega ensina-nos que se alguém está se afogando é na própria água em que se afoga que deverá buscar apoio para se salvar (Morejon, 1955).
Refletimos então sobre essa relação dialógica do sujeito com o meio, qual a sua influência no processo de subjetivação do adulto professor?
Para Benachio (2008), o mundo social e o psicológico são considerados igualmente na sua constituição e, consequentemente, no desenvolvimento das funções psicológicas superiores de Vygotsky.