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Mães devem confiar em si e no filho nos primeiros dias dele na escola

Algumas pessoas consideram que o fato de a criança resistir a ficar na escola é culpa da mãe.


27 de janeiro de 2012


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Muitas crianças vão iniciar sua vida escolar, um evento que tem ocorrido cada vez mais cedo

Muitas crianças vão iniciar sua vida escolar, um evento que tem ocorrido cada vez mais cedo

Na próxima semana, a maioria dos estudantes brasileiros retoma sua rotina. Depois de um bom período de férias, alguns deles já começam a sentir falta da escola, outros nem tanto. O certo é que é preciso estudar.


Muitas crianças vão iniciar sua vida escolar, um evento que tem ocorrido cada vez mais cedo. A idade delas varia de um ano e meio a dois, ou até menos. Esse fato é muito importante na vida delas, que começam uma nova etapa em seu conhecimento do mundo, indo além dos domínios da família.


Elas ainda não compreendem bem o que é ir para a escola, mesmo que tenham um irmão mais velho. Só vão saber o que é quando passarem a frequentá-la. Nada como vivenciar algo para se ter noção do que se trata.


Embora importante, positiva e necessária, na maioria das vezes essa novidade não é fácil para os pequenos. O novo assusta, ainda mais quando significa sair de um ambiente protegido para um desconhecido, em que há a noção do quanto se é frágil e dependente do outro. Para eles é difícil ficar longe de seu cuidador, como se ficasse longe de uma parte de si.


Do mesmo modo, não é fácil para o cuidador, principalmente as mães, ficar longe deles, por mais curto que seja o período. Surge o sentimento de que os abandonam e de insegurança sobre qual será a conduta da escola, mesmo conhecendo-a de antemão. Em sua maioria, essas crianças são quase bebês, sem defesa alguma. Sentem que precisam protegê-las. O que é verdade.


E assim, mãe e filho, cada um ao seu modo, compartilham de sentimentos parecidos, que se completam e se reforçam.
No momento de deixar o filho na escola, fica difícil para as mães irem embora diante de seu olhar assustado e, às vezes, desesperado devido à iminência de ficar só. O que não é verdade.


Ele não está sendo deixado para trás ou sendo abandonado. Apenas seguindo o curso da vida, num lugar qualificado para isso, onde continuará sendo cuidado. A criança começará a se distanciar de seus pais e a viver num ambiente mais próprio, compartilhando espaços e momentos com pessoas diferentes. Só assim poderá crescer e se desenvolver, enfrentando novos desafios. Sendo o principal deles o de começarem a se virar sozinhos e a estabelecer novos relacionamentos.


Algumas pessoas consideram que o fato de a criança resistir a ficar na escola é culpa da mãe. Mais uma para elas carregarem. Algumas podem até dificultar o processo de adaptação, mas não se pode perder de vista que, para a criança, é difícil mesmo esse momento. O que, de certo modo, é sábio – quando se chega num ambiente muito diferente, é comum o indivíduo ficar meio ressabiado. Afinal, é o desconhecido.


Para haver tranquilidade, as mamães devem conhecer muito bem a escola em que vão colocar o filho – nem todas são adequadas e nenhuma vai de encontro com suas exigências. Elas precisam tirar dúvidas no momento que surgirem e aproveitar o tempo de adaptação praticado pelas escolas para observar e questionar o que não é compreendido. Mas, acima de tudo, é preciso confiar.


Confiar em si, em sua capacidade de ficar longe do filho e sem culpa. Confiar nele, na possibilidade de enfrentar o crescimento. E na escola, no quanto ela é capaz de cuidar bem do pequeno. Ouvindo suas orientações sobre, às vezes, deixá-lo chorando (ela sabe que, passado um tempo, as crianças choram só na presença da mãe).


Esse momento não é fácil. No entanto, é importante para todos. Só assim haverá crescimento.


Boa volta às aulas!

Fonte: Globo.com


TAGS: mães, filhos, escola, confiar

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