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Desencanto com vagas e salários faz mulheres abandonarem a busca por vaga e investirem na própria educação
5 de janeiro de 2012

Mulheres voltam às universidades nos EUA
Muitas mulheres americanas estão deixando o mercado de trabalho. Mas não se trata de uma saída definitiva: muitas jovens trabalhadoras estão postergando sua entrada para valer no mercado de trabalho para incrementar sua educação. Pela primeira vez em três décadas há mais mulheres em início de carreira nas universidades do que na ativa.
"Trabalhei durante um ano e meio por meio período na Starbucks. Não podia mais ficar lá", diz Laura Baker, de 24 anos, que acaba de iniciar um mestrado em comunicação estratégica na Universidade de Denver.
Muitos economistas pensaram que o encolhimento do mercado de trabalho - que causou uma redução do desemprego no mês de novembro - havia sido causado simplesmente pela desistência de trabalhadores.
No entanto, há muitos jovens buscando melhorar suas habilidades, repetindo uma tendência vista após a Segunda Guerra Mundial, quando milhões de veteranos foram para as universidades em vez de entrar imediatamente no mercado de trabalho, causando um desequilíbrio econômico.
Guerra dos sexos, como ocorreu anteriormente, apenas um dos sexos é beneficiado pela tendência. As mulheres de 18 a 25 anos, no cenário atual, estão tendo a oportunidade de estudar mais, enquanto os homens simplesmente precisam se contentar com qualquer emprego que encontrarem. No longo prazo, segundo economistas, isso deverá gerar uma nova geração de mulheres mais bem preparadas do que seus concorrentes do sexo masculino.
No entanto, a explicação para o retorno às universidades ainda pode ser creditado à desvantagem histórica que as mulheres têm ao buscar uma vaga. "No meu programa, praticamente todos os estudantes são mulheres", diz Laura, que espera conseguir um emprego no departamento de comunicação de uma organização não governamental após o curso. "Isso tem a ver com a natureza do programa, mas tem relação com o fato de que as mulheres precisam estar mais bem preparadas para competir em qualquer ramo."
Nos Estados Unidos, as mulheres ainda ganham significativamente menos que os homens. Além disso, sofrem mais com o desemprego. Nos últimos dois anos e meio, desde o início da crise, foram abertos 178 mil empregos para homens de 16 a 24 anos, enquanto as mulheres se viram com 255 mil postos de trabalho a menos.
Desapontadas pela oferta restrita, 412 mil mulheres deixaram o mercado de trabalho no período - ou seja, desistiram de procurar uma vaga. Atualmente, na média de todas as faixas etárias, uma mulher desempregada tem 35% mais chance de abandonar o mercado de trabalho do que um profissional do sexo masculino.
Estudos sugerem que as mulheres estão mais seletivas ao procurar um emprego porque já têm salários menores. Além disso, podem contar com a ajuda financeira de um homem na ativa.
"Os empregos disponíveis não são muito bons, e os homens parecem dispostos a aceitá-los", afirma Jonathan L. Willis, economista do Federal Reserve de Kansas City. "As mulheres olham a oferta e pensam: 'Serei mais produtiva fazendo outra coisa'."
Fonte: estadao.com.br
TAGS: Mulheres, educação, universidades
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