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Classe C matricula os filhos em escola particulares do que privada

Um colégio paulista teve aumento de 30% de novos estudantes que vieram da rede pública


22 de setembro de 2011


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Escolas particulares oferecem um regime disciplinar mais rígido e segurança

Escolas particulares oferecem um regime disciplinar mais rígido e segurança

Os pais parecem mais preocupados com a educação de seus filhos essa revelação mostra outro panorama, que a nova classe média, ou classe C emergente, matriculam seus filhos em escolas particulares, e não em escolas públicas.

Como a renda familiar passou a crescer, as famílias começaram a dar mais valor e a preocupar-se com a segurança dos filhos. A pesquisa foi realizada pela Data Popular com 5.003 brasileiros em 44 municípios, e revela que 89% das pessoas enxergam a educação como o meio mais seguro para alcançar um bom futuro. Sendo 66% atribuídos à educação dos filhos com caráter prioritário. Os números mostram ainda que 57% dos pais avaliam que a escola pública vem piorando em termos de qualidade.

De contra partida, com o ponto negativo as escolas públicas, as privadas resolveram oferecer mais vantagens, isso é o que mostra o Data Popular. Sendo um regime disciplinar mais rígido, que possibilita aos pais acompanhar mais de perto as questões escolares dos filhos, e a segurança, que faz diferença para mães que trabalham o dia todo.

O movimento, ainda não detectado em todas as regiões do país, é comprovado por dados extraídos das últimas edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) também pelo Data Popular. Segundo a instituição, das 5,5 milhões de crianças até 14 anos matriculadas em escolas privadas, 2,7 milhões são da classe C - em outras palavras, 49,2% do total. Quando se observam as classes C, D e E, o número de matriculados sobe para 3,7 milhões, ou 67% do total.

A Fundação Getulio Vargas compilou informações que apontam o mesmo movimento. Em 2009, a classe C já representava mais de 50% da população brasileira. Os números se tornam especialmente relevantes porque, entre 2003 e 2009, houve um crescimento de 29 milhões de pessoas na chamada nova classe média. A FGV define este grupo a partir da renda domiciliar, que oscila entre R$ 1.126 e R$ 4.854.

“Reflexo da economia dos últimos anos e a aquisição de maior poder aquisitivo da classe C, por outro lado revela o descaso dos governantes com a educação pública”, sugere a tutora do Portal Educação, Emileide da Costa.

Fonte: Assessoria de Comunicação


TAGS: matrícula, escola, particulares, educação

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