O projeto atende hoje, aproximadamente seis mil profissionais, em 27 municípios baianos
O programa Pescando Letras, com dois anos de existência, já alfabetizou cerca de dois mil pescadores da Bahia. Resultado de uma parceria entre o governo do estado com organizações, institutos e universidades.
A estratégia para atrair os pescadores até a sala de aula utiliza a carteirinha do pescador (registro geral da pesca) para localizar estas pessoas, mobilizando assim, sindicatos, cooperativas e associações de pescadores.
A temática do projeto é voltada ao cotidiano dos pescadores, discutindo sobre os direitos e deveres do pescador, a piracema, e ainda a preservação do meio ambiente.
A iniciativa surgiu em 2003, com uma proposta do Ministério da Educação, mas só foi implementada na Bahia em 2005. No início, o projeto era realizado somente pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e pela Secretaria Especial de Agricultura e Pesca da Bahia (SEAP). Atualmente, além do governo do estado, fazem parte da iniciativa, o Banco do Brasil e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Para Enderson Lara, educador e tutor do Portal Educação, a alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem escrita, principalmente para pessoas que não possuem condições de acesso à escola. “Vejo que a alfabetização neste programa deve ter tratamento metodológico diferente e com isso, alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada” analisa.
O projeto atende hoje, cerca de seis mil profissionais, divididos em 400 turmas, em 27 municípios baianos. As aulas do programa Pescando Letras são realizadas em igrejas, casas e sindicatos, dependendo da infraestrutura de cada local.
O curso tem dez horas semanais e varia entre seis a oito meses de duração.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação