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Diminui taxa de analfabetismo entre jovens e adultos


9 de setembro de 2008


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Ontem (8) foi comemorado o Dia da Alfabetização. Indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006 mostram que a taxa de analfabetismo de jovens e adultos no Brasil tem a maior velocidade de queda dos últimos vinte anos. A taxa de analfabetismo absoluto no país está em 10,2%. Há dez anos, era de 13,8%.

Esse resultado vem da combinação de políticas de alfabetização e educação de jovens e adultos (pessoas de 15 anos de idade ou mais), especialmente no Nordeste, e de políticas para a educação básica, como afirma o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Lázaro. "O esforço do Ministério da Educação não é por um ato mecânico, ou seja, ensinar a pessoa simplesmente a ler e escrever o próprio nome. É criar condições para que o sujeito exerça plenamente sua cidadania, por meio do domínio da leitura e da escrita", enfatiza.

Segundo Lázaro, o problema do analfabetismo no Brasil tem duas dimensões. A primeira delas se refere à população de 15 anos ou mais que não teve acesso, permanência ou sucesso na alfabetização - são cerca de 14 milhões de jovens e adultos que não dominam a leitura nem a escrita. A segunda é relativa ao ingresso de jovens analfabetos com 15 anos nesse universo. "O problema precisa ser visto nessas duas dimensões porque implica em duas políticas complementares", explica.

De acordo com o secretário, uma das ações é deter o aumento de analfabetos que saem do sistema escolar, ou seja, as crianças e jovens que chegam a freqüentar a escola, mas saem sem aprender. "Isso implica políticas para a educação básica que o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) está enfrentando com muita clareza, com a Prova Brasil e a Provinha Brasil", diz. "Estes instrumentos ajudam as escolas e sistemas de ensino a identificar deficiências no domínio da leitura e da escrita e sanar o problema logo cedo."

A outra ação, voltada às pessoas com 15 anos ou mais que não conseguiram se alfabetizar, é o Brasil Alfabetizado. Lázaro explica que o programa cria oportunidades de atendimento a essa população e, em seguida, de ingresso em turmas de educação de jovens e adultos, dando continuidade aos estudos. "O destaque vai para o Fundeb, fundo da educação básica, que também financia a educação de jovens e adultos, o que não ocorria até 2006. Portanto, creio que estamos enfrentando com seriedade e foco as duas dimensões que acabaram gerando as elevadas taxas de analfabetismo do Brasil", ressalta.



Fonte: Nota 10


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