Um grupo de 60 pessoas, formado por professores, assentados da reforma agrária, agricultores e quilombolas, inicia hoje (19), um curso superior de licenciatura específico para trabalhar em escolas rurais. O curso, que tem duração de quatro anos, é oferecido pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), parceira do Ministério da Educação na execução do projeto-piloto do Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação no Campo (Procampo).
O projeto é desenvolvido também na Universidade de Brasília (UnB) e nas universidades federais de Sergipe (UFSE) e da Bahia (UFBA). Este ano, as quatro instituições abrirão 220 vagas para os cursos.
Com projeto pedagógico inovador, o Procampo é desenvolvido de forma diferenciada em cada universidade, mas tem em comum o objetivo de articular conhecimentos teóricos e práticos. Para atingir a finalidade, a licenciatura é multidisciplinar, com abordagem das áreas de linguagens e códigos (o aluno é formado para lecionar português, literatura e artes); ciências da natureza e matemática (matemática, química, física e biologia); ciências humanas e sociais (filosofia, sociologia, história, geografia) e ciências agrárias.
O programa é uma iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) destinada a formar educadores para as escolas rurais e a aumentar o tempo de escolaridade das pessoas que vivem no campo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006, indicam que a escolaridade média da população do campo é de quatro anos. Na área urbana, a média atinge 7,3 anos.
Fonte: Nota 10