A alfabetização é apenas uma das etapas que contribui para a evolução intelectual do aluno, sendo um processo importante que ocorre em sua vida, dinâmico e contínuo, e que necessita ser compreendido a partir da subjetividade infantil, desde seu nascimento até a idade escolar.
Cada vez que alguém lê uma história para a criança está lhe transmitindo a informação de que o mundo da leitura é prazeroso, e quando ao observar a mãe perguntar ao pai o que ele está lendo no jornal, ela aprende que informação é importante. Quando a criança acompanha a avó que lê uma receita e em seguida a põe em prática, resultando num bolo gostoso, aprende a respeito da utilidade da escrita e leitura.
São conceitos sutis, que vão se formando subjetivamente, no cotidiano, e que contribuem enormemente para seu aprendizado formal. Entretanto, quando a criança cresce num ambiente empobrecido de significados, de estímulos e recursos, essa construção de noções e conceitos aparece refletida em todos os momentos e aspectos escolares.
A criança que não “lê” histórias em quadrinhos, livros clássicos e revistinhas, possivelmente não será despertada da mesma forma como a criança que experiência essas “leituras” cotidianamente.
Ao analisarmos esta questão, poderíamos supor que há alguma desvantagem entre as estruturas dos lares acima mencionados, em detrimento de fatores socioeconômicos e culturais. Porém, atualmente, a aquisição de recursos apropriados para o êxito da educação depende da prioridade que esta ocupa na vida familiar desses lares, e não apenas de fatores econômicos.
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REFERÊNCIAS
JOBIM e SOUZA, S. Infância e linguagem: Bakhtin, Vygotsky e Benjamim. 3º edição. Campinas, São Paulo: Papirus, 1996.
RADESPIEL, M. Alfabetização sem Segredos. Passo a Passo. Ensino Fundamental. Minas Gerais: IEMAR, 2004.