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31 de outubro de 2009
Rudá Ricci*
Forjar: domar o ferro à força,
Não até uma flor já sabida,
Mas ao que pode até ser flor
Se flor parece a quem o diga
("O ferrageiro de Carmona", João Cabral de Melo Neto)
Este artigo analisa os impactos das recentes mudanças na composição e a dinâmica do mercado de trabalho e seus impactos sobre a prática educativa de ensino fundamental e médio. Retrata, ainda, o quanto os projetos pedagógicos oficiais empregados em nosso país, em especial, no intervalo entre as décadas de 50 e 70, constituíram-se como barreiras para enfrentamento dos novos desafios pedagógicos. Analisa as reformas educacionais implementadas nos anos 80 e 90, com destaque para as experiências espanhola (Escola Aberta) e alemã (Escola Dual), que possuem referenciais distintos na nova relação que se estabelece entre escola e sociedade. No caso, a primeira vincula a escola com a comunidade do entorno escolar e prioriza a formação moral, e a segunda, aproxima a escola das empresas e prioriza a formação profissional. Finalmente, sugere o quanto as mudanças apontadas anteriormente impõem fortes mudanças no perfil dos educadores.
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