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31 de outubro de 2009
J. Acacio de Barros I; Julie RemoldII; Glauco S.F. da SilvaIII; J.R. TagliatiI
I Universidade Federal de Juiz de Fora, Departamento de Física, ICE, Campos Martelos, Juiz de Fora, MG, Brasil
II Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
III Instituto Estadual de Educação, Juiz de Fora, MG, Brasil
Neste trabalho descrevemos uma série de modificações no ensino de Física I para alunos do curso de Física da UFJF. Estas modificações introduziram um ambiente de engajamento interativo. Analisamos o sucesso do método aplicando o Force Concept Inventory e mostramos uma melhora do desempenho dos alunos, se comparados aos desempenhos típicos dos alunos em métodos convencionais.
O ensino de Ciências e Matemática nas universidades brasileiras tem, em geral, um baixo rendimento que resulta em altos índices de reprovação, retenção e abandono. Uma das razões é o modelo passivo de aprendizado fomentado nos ambientes tradicionais de ensino em que alunos raramente interagem produtivamente e onde o estímulo é a nota e não o conhecimento. Neste modelo, os estudantes demonstram seu aprendizado resolvendo problemas padrões, mas frequentemente não mudam a maneira como entendem o mundo ao seu redor.
No modelo passivo de aprendizagem, alunos adotam as seguintes estratégias:
• Concentrar em memorização, ao invés do entendimento.
• Estudar nas vésperas de provas para obter notas, ao invés de conhecimentos.
• Utilizar para auto-avaliação somente notas, ao invés de refletir sobre seu progresso.
• Compartimentalizar o conhecimento, ao invés de pensar no que sabe como um todo.
• Trabalhar sozinho, ao invés de articular idéias com seus colegas, solidificando-as.
• Tentar adivinhar a visão de mundo do professor, ao invés de repensar sua própria.
• Aceitar informações (mesmo sem acreditá-las), ao invés de questionar criticamente.
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