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31 de outubro de 2009
Kelly Priscilla Lóddo CezarI; Geiva Carolina CalsaII; Edson Carlos RomualdoIII
I Mestre em Letras pela Universidade Estadual de Maringá. Maringá-PR
II Professora do Departamento de Teoria e Prática da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá. Doutora em Educação/UNICAMP
III Professor do Departamento de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá. Doutor em Letras/UNESP
O presente artigo tem como objetivo apresentar os resultados de uma investigação sobre o uso do livro didático na prática pedagógica de dois professores - um de 4.ª e outro de 5.ª séries do ensino fundamental - sobre os conteúdos de acentuação gráfica e tonicidade. Considerou-se como hipótese da pesquisa que os professores continuam vinculados a uma abordagem pedagógica algorítmica e mnemônica, embora estudos anteriores mostrem que este tipo de ensino não seja o mais adequado para a aprendizagem da língua falada e da língua escrita. Para o desenvolvimento do estudo realizaram-se observações de aulas sobre os conteúdos investigados e análise dos livros didáticos utilizados pelos professores. As observações evidenciaram privilegiamento do uso do livro didático e tempo reduzido para exposição desses conteúdos, enquanto os livros didáticos mostraram não diferenciar os dois aspectos linguísticos (fala e escrita), priorizando o ensino de acentuação gráfica por meio da visualização e memorização de vocábulos acentuados graficamente. Nos dois casos, constatou-se confusão conceitual: não há clareza de que a sílaba tônica refere-se a aspectos da fala, enquanto a acentuação gráfica está diretamente vinculada à escrita. Os dados sugerem que a acentuação gráfica pode ser ensinada como um algoritmo gramatical desde que acompanhado de um processo de tomada de consciência dos conceitos envolvidos nas normas gramaticais.
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