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30 de setembro de 2009
Karina Anhezini
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História da UNESP-Franca. Bolsista FAPESP. R. Major Claudiano, n.º 1.488 - CEP 14400-690 - Franca - SP
Com o objetivo de compreender a tradição de estudos voltados para a narrativa da "descoberta do Brasil pelos brasileiros", o presente artigo parte de duas obras publicadas na década de 20 por Afonso de Taunay e percorre as referências mais diretas que possibilitaram o desenvolvimento da temática e, principalmente, da concepção de história. O texto apresenta a relevância de Alfredo de Taunay e Capistrano de Abreu para a fundamentação dessa escrita da história, a recepção que essas obras tiveram no período e elementos das concepções de verdade, método, importância dos documentos, enfim algumas motivações do fazer histórico nas primeiras décadas do século XX
Mesmo contemplando as diferenças existentes entre o "mundo externo ao sertão" e o "sertão paradisíaco e inóspito", Alfredo Taunay analisou o sertão sentindo-se parte dele e, portanto, relacionando-se com o objeto de análise não como o "outro", mas como o "mesmo" ainda desconhecido que deveria vir à luz para os brasileiros, principalmente para os parlamentares cujos projetos políticos, muitas vezes, eram inadequados, na opinião dele, devido ao desconhecimento do território.
Com o correr dos anos, a crítica apurada não reputou a Alfredo Taunay o primado desta investida na análise do sertão. A primazia foi destinada a Capistrano de Abreu, que encaminharia Afonso de Taunay para os rumos desses sertões trilhados por Alfredo.
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